A justiça australiana vai se pronunciar na próxima semana sobre o recurso do cardeal australiano George Pell a sua histórica condenação por pedofilia, informaram fontes judiciais nesta quinta-feira.

O cardeal australiano George Pell, 77 anos e ex-número três do Vaticano, apresentou em junho um recurso de apelação contra sua condenação a seis anos de prisão por agressões sexuais contra menores de idade entre 1996 e 1997, alegando que as acusações são "estranhas" e "impossíveis".

Pell foi condenado por cinco acusações de abusos sexuais contra dois meninos do coral da Catedral de Melbourne.

O cardeal, que já administrou as finanças do Vaticano e participou nas escolhas de dois papas, e seus advogados alegam que a sentença proferida em dezembro pelos cinco casos era questionável porque se baseava apenas no testemunho de uma única vítima sobrevivente.

Além disso, uma das supostas vítimas de Pell morreu de overdose em 2014 e nunca revelou os abusos e, segundo os advogados, o juiz desconsiderou evidências da defesa no processo.

O painel de três juízes da Suprema Corte do Estado de Victoria dará a conhecer sua decisão em 21 de agosto, depois de mais de dois meses de deliberações.

O cardeal sempre alegou inocência e seus advogados afirmam que ele foi punido de forma injusta em consequência das várias manobras de acobertamento da Igreja católica a favor de padres pedófilos.

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