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O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, negou que a ameaça de Trump de abandonar o acordo nuclear com o Irã tenha enfraquecido a possibilidade de frear o programa nuclear e balístico da Coreia do Norte

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O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, negou neste domingo que a ameaça de Trump de abandonar o acordo nuclear com o Irã tenha enfraquecido a possibilidade de frear o programa nuclear e balístico da Coreia do Norte por meio da diplomacia.

Ao questionar o histórico acordo nuclear do Irã assinado em 2015, alguns aliados temem que o presidente americano tenha enviado para Pyongyang a mensagem de que não podem confiar na palavra dos Estados Unidos.

"Acredito que o que a Coreia do Norte deve considerar desta decisão é que os Estados Unidos esperam um acordo muito exigente com a Coreia do Norte", disse Tillerson no programa da CNN "State of the Union".

O governo americano espera um acordo "que seja vinculante e que cumpra os objetivos, não apenas dos Estados Unidos, mas os objetivos políticos da China e de outros vizinhos da região: uma península coreana desnuclearizada", assinalou.

"Se conseguirmos isso, não haverá nada do que se afastar porque teremos alcançado o objetivo", apontou Tillerson.

Em um intenso discurso na sexta-feira, Trump decidiu não certificar o acordo nuclear e ameaçou abandoná-lo a qualquer momento, deixando seu destino nas mãos do Congresso.

Os esforços do secretário de Estado americano para frear a Coreia do Norte foram obscurecidos pelo estilo pouco diplomático de Trump e seus tuítes.

No início de outubro, enquanto Tillerson voava de volta aos Estados Unidos depois de se reunir com funcionários chineses de alto escalão, Trump escreveu no Twitter que seu enviado estava "perdendo tempo" tentando demonstrar a vontade da Coreia do Norte de negociar.

O presidente "não quer a guerra", assegurou Tillerson. "Me disse claramente que continuará com meus esforços diplomáticos (...). Esses esforços continuarão até que caia a primeira bomba", acrescentou.

Tillerson se mostrou evasivo sobre as tensões em sua relação com o presidente, frequentemente evocadas pela imprensa americana.

Questionado pela CNN, se negou mais uma vez a desmentir que tivesse chamado o presidente de "estúpido" após uma reunião no Pentágono.

Mas aceitou comentar as declarações do senador republicano Bob Corker, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que reprovou que Trump tenha "castrado publicamente" o seu secretário de Estado diante dos olhos do mundo.

"Eu confirmei, estou intacto", assinalou Tillerson.

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AFP