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Manifestação em Barcelona dois dias após a violência durante o referendo

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A declaração de independência da Catalunha "pode acontecer" segunda-feira, na primeira sessão do Parlamento regional após a realização, no último domingo, do referendo de autodeterminação, taxado de inconstitucional por Madri, declarou à AFP uma fonte do governo regional.

Os partidos separatistas convocaram para segunda uma sessão parlamentar para analisar os resultados da votação, marcada pela violência policial para impedi-la.

"Em função do desenvolvimento desta sessão, poderia acontecer a declaração de independência", explicou esta fonte.

A sessão parlamentar foi convocada para 10H00 (05H00 de Brasília), terá tempo ilimitado e contará com a presença do presidente regional, o separatista Charles Puigdemont, "para avaliar os resultados (do referendo) de 1º de outubro e seus efeitos", indicou em sua conta no Twitter o Parlamento catalão.

A facção separatista mais radical, o partido de extrema esquerda CUP, ressaltou que "será uma sessão de proclamação da República", de acordo com a deputada Mireia Boya.

O governo de coalizão regional não quis confirmar essa afirmação.

O governo catalão decretou sua vitória no referendo de autodeterminação realizado no domingo, marcado pela violência policial para fechar as assembleias de voto e pelos numerosos problemas logísticos da votação, proibida pelo Tribunal Constitucional espanhol.

De acordo com os números fornecidos pelo Executivo de Puigdemont, a taxa de participação foi de 42,3% de um total de 5,3 milhões de pessoas, das quais 2,02 milhões (90%) votaram a favor da separação.

O governo espanhol de Mariano Rajoy quer evitar esta declaração, que gera preocupação internacional e econômica.

O rei Filipe VI pediu na terça-feira que o governo central "garanta a ordem constitucional" nesta região, com sua sociedade dividida em relação à independência.

Para a oposição parlamentar, contrária à separação, o plenário não pode ser celebrado por ser ilegal.

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AFP