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Torquato Jardim, ministro da Justiça e Segurança Pública, em foto no Palácio do Planalto, em Brasília, em 21 de maio de 2017 após a cerimônia de posse

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A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro está fora de controle e tem comandantes que são "sócios do crime organizado". A forte acusação, feita pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, está gerando grande tensão no estado, que vive uma profunda crise de segurança.

Jardim deu estas declarações na terça-feira (31) em entrevista ao portal UOL, a partir do recente assassinato do comandante do 3º Batalhão da PM, no Méier, coronel Luiz Gustavo de Lima Teixeira, que teve o carro crivado de balas, um fato que as autoridades locais atribuíram a uma tentativa de assalto.

Mas, segundo Jardim, a morte do coronel tratou-se de um "acerto de contas", em que poderiam estar envolvidos outros agentes da PM.

"Ninguém assalta dando dezenas de tiros em cima de um coronel à paisana, num carro descaracterizado. O motorista era um sargento da confiança dele", afirmou.

Na verdade, o coronel assassinado estava uniformizado quando foi morto entre os bairros do Méier e do Lins, na zona norte do Rio.

A segurança no Rio "não tem comando (...) a virada da curva ficará para 2019, com outro presidente e outro governador. Com o atual governo do Rio não será possível", disse Jardim, gerando imediatamente a reação indignada do governador Fernando Pezão (PMDB-RJ).

Só este ano, 113 policiais militares foram assassinados no Rio, estado praticamente na bancarrota e vive um recrudescimento da violência após os Jogos Olímpicos de 2016.

Para o ministro, o controle do tráfico de drogas está mudando de mãos no Rio, está se "horizontalizando" e passando a ser dominado por milícias, visto que a maioria dos chefões está atrás das grades.

"Aí é onde os comandantes de batalhão passam a ter influência. Não tem um chefão para controlar (...) Hoje, os comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio", acusou.

Em nota, Pezão afirmou que "o governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos" e tem previsto reunir-se na quinta-feira com comandantes de batalhões da PM.

Segundo o jornal Extra, um grupo de mais de 40 oficiais da corporação que estavam sob as ordens do comandante assassinado estudam apresentar denúncias judiciais contra o ministro da Justiça.

Deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pediram à Procuradoria que investigue os fatos apontados por Jardim.

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AFP