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Delegação saudita chega à Turquia para investigar caso de jornalista

Consulado da Arábia Saudita em Istambul, em 12 de outubro de 2018

(afp_tickers)

Uma delegação saudita chegou à Turquia nesta sexta-feira para se reunir com as autoridades locais sobre a investigação envolvendo o desaparecimento do jornalista saudita Khamal Khashoggi em Istambul, enquanto Riad e Ancara continuam em confronto sobre os motivos para o sumiço desde a semana passada.

De acordo com a agência estatal Anatólia, a delegação deve se reunir com as autoridades turcas durante o fim de semana.

Em Riad, o ministro saudita do Interior, príncipe Abdel Aziz bin Nayef, desmentiu as acusações que "circulam sobre ordens para matar o jornalista dissidente", que constituem "mentiras infundadas".

Abdel Aziz bin Nayef afirmou à agência oficial SPA que a Arábia Saudita está "comprometida com sua tradição de respeito às regras e às convenções internacionais".

Ibrahim Kalin, porta-voz da presidência turca, anunciou na noite de quinta-feira a formação de um grupo de trabalho turco-saudita para tentar esclarecer o mistério do desaparecimento do jornalista.

A Arábia Saudita celebrou, nesta sexta, a abertura da investigação conjunta com a Turquia.

Uma fonte oficial saudita, citada pela agência oficial SPA, descreveu como um "passo positivo" a Turquia aceitar a criação de um "grupo de ação conjunta" sobre o desaparecimento de Khashoggi.

Khamal Khashoggi, jornalista crítico ao regime saudita e colaborador do jornal The Washington Post, está desaparecido desde a sua entrada, no dia 2 de outubro, no consulado da Arábia Saudita, em Istambul.

Autoridades turcas afirmam que ele foi morto por agentes sauditas. Riade nega e afirma que o jornalista deixou o prédio, embora não tenham fornecido provas.

O The Washington Post destacou que a Turquia teria lhe dito que os Estados Unidos dispõem de gravações de áudio e vídeo que mostram como Khashoggi foi "interrogado, torturado e depois assassinado" no interior do consulado, antes de seu corpo ser desmembrado.

Autoridades da Turquia questionadas pela AFP não quiserem comentar, e integrantes do Departamento de Estado em Washington não foram encontrados.

- Operação de busca -

A Arábia Saudita permitiu na terça-feira que fosse realizada uma operação de busca e apreensão em seu consulado em Istambul, mas a ação ainda não tinha acontecido nesta sexta.

Segundo o jornal pró-governo Sabah, este atraso é explicado por uma discordância sobre as condições desta investigação, já que, após ter concordado, a Arábia Saudita apontou que aceitaria apenas uma operação "visual", segundo informações desta publicação.

Já os jornais Sözcü e Milliyet informaram nesta sexta que, quando Khashoggi entrou no consulado, usava um "relógio inteligente" conectado a telefone celular que ficou com sua noiva, Hatice Cengiz.

Os dois jornais afirmam que por esse aparato foram transmitidas gravações de áudio que atualmente estão sendo examinadas pela Justiça.

Contudo, enquanto o Milliyet afirma que foram gravados gritos e uma discussão, o Sözcü informa que na gravação é possível ouvir diálogos, mas não gritos, em um áudio "de vários minutos".

Vários países ocidentais, inclusive o Reino Unido e a França, estavam preocupados com o destino do jornalista.

Os Estados Unidos também pressionaram seu aliado saudita, embora por ora apenas tenham pedido explicações. A Casa Branca e o secretário de Estado, Mike Pompeo, falaram com o príncipe herdeiro, Mohamad bin Salman.

As autoridades sauditas correram para descrever como "infundadas" as acusações de que Khashoggi foi morto no consulado, e afirmaram que as câmeras do local não estavam funcionando naquele dia.

burx-lsb/ezz/avz/sgf/eg/cn/ll

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