Os democratas americanos deram um novo passo nesta quinta-feira (12) em suas investigações sobre o presidente Donald Trump, integrando-as oficialmente no contexto de um processo de impeachment, embora o partido de oposição continue dividido sobre o tema.

O poderoso Comitê Judicial da Câmara de Representantes, nas mãos dos democratas, formalizou nesta quinta a abertura de uma investigação para determinar se será iniciado um procedimento de destituição contra o presidente.

Essa iniciativa ainda está em uma etapa preliminar e longe de virar um processo de impeachment, mas permitirá aos congressistas exigir mais documentos e audiências à Casa Branca.

Essa resolução "representa o passo necessário em nossa investigação por corrupção, obstaculização (à justiça) e abuso de poder", declarou o presidente do comitê, Jerry Nadler.

Nos Estados Unidos, a Câmara baixa pode votar para acusar o presidente por certos delitos. O Senado deve julgá-lo depois, o que pode resultar em uma absolvição ou destituição. Tudo começa com uma investigação do Comitê Judicial, que determina os delitos.

A investigação parlamentar se concentrará em quatro temas.

Primeiro, em abordar a pressão exercida por Trump sobre as investigações da suposta ingerência russa na campanha presidencial de 2016, para determinar se é culpado de obstruir a justiça.

Depois, as promessas feitas por Trump aos membros de sua equipe de campanha, os quais teria encorajado a protegê-lo.

Também nos possíveis conflitos de interesse relacionados aos hotéis e propriedades de Trump desde que chegou à Casa Branca.

E finalmente investigará o pagamento de dinheiro para comprar o silêncio de supostas antigas amantes do magnata durante a campanha de 2016, o que poderia supor uma violação das leis de financiamento de campanhas.

"A conduta sob investigação é uma ameaça para nossa democracia e temos a obrigação de responder a essa ameaça", declarou Nadler.

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