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(Arquivo) Murielle Bolle no Palácio da Justiça de Dijon, em 30 de junho de 1986

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Murielle Bolle, testemunha-chave na investigação sobre a morte do pequeno Grégory em 1984, um dos maiores casos criminais da França, foi denunciada nesta quinta-feira por sequestro, anunciou seu advogado.

Bolle, que na época tinha 15 anos, deu um depoimento contundente contra seu cunhado Bernard Laroche, que foi imediatamente denunciado.

Surpreendentemente, a adolescente se retratou e Laroche foi libertado no início de 1985, mas foi assassinado por seu primo, Jean-Mari Villemin, pai de Grégory.

"Haverá um debate sobre a sua libertação ou manutenção na cadeia", afirmou o advogado Jean-Paul Teissonnière ao sair do tribunal de apelações de Dijon.

Mais de 32 anos após o caso, a acusação considera agora que Murielle Bolle, de 48 anos, desempenhou um papel no sequestro da criança.

Este caso foi reaberto em 1999 e depois em 2008. Até esta data foram feitos mais de 400 testes de DNA, pelo menos 100 potenciais testemunhas foram interrogadas e quase 2.000 mensagens anônimas foram recebidas.

Em meados de junho, o caso do pequeno Grégory Villemin, um enigma criminal acompanhado de um desastre judicial que chocou a França na década de 80, sofreu um giro inesperado com a detenção de três familiares.

O cadáver do 'pequeno Grégory' foi encontrado na noite de 16 de outubro de 1984, com os pés e as mãos amarrados, nas frias águas do rio Vologne, no nordeste da França. A criança, de 4 anos, não apresentava sinais de violência.

Esta descoberta marcou o início de um caso sem suspeito claro ou motivo aparente, que mobilizou a atenção da França por muito tempo e deu origem a 3 mil artigos, quase 50 trabalhos universitários, um filme e uma quinzena de livros.

AFP