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(Arquivo) Foto tirada em 19 de junho de 2013 mostra Robert Mueller, em Washington DC

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O departamento americano de Justiça nomeou nesta quarta-feira Robert Mueller, um ex-diretor do FBI, como investigador especial para o caso das supostas relações entre a campanha presidencial de Donald Trump e o governo russo.

"Na qualidade de procurador-geral interino, determino que é do interesse público que exerça minha autoridade e indique um investigador especial para assumir este caso", informou Rod Rosenstein em nota oficial.

Trump reagiu manifestando seu desejo de que a investigação sobre a eventual colusão seja concluída "rapidamente".

"Como disse em inúmeras oportunidades, uma investigação exaustiva confirmará o que já sabemos: não há nenhuma colusão entre minha equipe de campanha e uma entidade estrangeira", assinalou o presidente em um comunicado.

Robert S. Mueller III, advogado de 72 anos, foi diretor do FBI por mais de uma década, entre 2001 e 2013, e em sua juventude recebeu três altas condecorações por ações de combate no Vietnã.

A nomeação de Mueller ocorre após numerosos legisladores do partido democrata exigirem do departamento de Justiça a indicação de um investigador especial para o caso.

O secretário de Justiça, Jeff Sessions, decidiu afastar-se dessas investigações por seus próprios contatos com funcionários russos durante a campanha presidencial do ano passado.

Rosenstein teve um papel central no processo de demissão do ex-diretor do FBI James Comey e, portanto, sua própria situação como coordenador das investigações ficou fragilizada.

As investigações se concentram nas suspeitas de ingerência da Rússia nas eleições presidenciais do ano passado para favorecer Trump, e o eventual envolvimento de seu comitê de campanha com esses esforços.

O escândalo já motivou a demissão do assessor da Casa Branca para Segurança Nacional Michael Flynn e, posteriormente, do próprio Comey.

Na segunda-feira, o caso ficou mais grave, depois que o jornal New York Times assegurou que Trump chegou a sugerir a Comey que abandonasse as investigações do FBI sobre Flynn, em um gesto que constitui obstrução de justiça.

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