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O presidente da Argentina, Mauricio Macri, em Buenos Aires, no dia 23 de março de 2016

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O deputado "kirchnerista" Norman Martínez apresentou nesta quarta-feira uma denúncia penal contra o presidente da Argentina, Mauricio Macri, para que seja investigado por evasão fiscal, após seu nome aparecer em empresas "offshore" reveladas no escândalo "Panama Papers".

A ação de Martínez, da opositora Frente para a Vitória (peronista), ocorre três dias após a revelação de que o nome de Macri consta de uma "offshore" aberta pelo escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.

Macri justificou a situação afirmando que trata-se de "uma operação legal", que não tem "nada de raro".

Franco Macri, pai do presidente e proprietário de um dos grupos empresariais mais importantes da Argentina, assumiu a responsabilidade por ter colocado o nome do filho como "diretor circunstancial" de uma empresa que não foi ativada.

O advogado constitucionalista Eduardo Barcesat disse nesta quarta-feira que entrará com outra ação judicial contra Macri pelo mesmo tema.

"Quando alguém constitui uma empresa "offshore", ao menos pretende sonegar impostos, e quando ocorre isto, comete crime de evasão...", disse Barcesat a jornalistas.

A Câmara dos Deputados rejeitou um pedido da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT) para que Macri seja convocado pelo Congresso para se explicar sobre o caso. A iniciativa recebeu 131 votos contra, 89 a favor e 16 abstenções.

O nome de Macri aparece nas "offshore" Kagemusha S.A., inscrita no Panamá, e Fleg Trading Ltd., empresa das Bahamas, segundo a investigação "Panama Papers".

AFP