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Deputado opositor correligionário de Guaidó é preso na Venezuela

O deputado de oposição venezuelano Gilber Caro (2º à dir.) discute com partidários do presidente Nicolás Maduro durante manifestação frente ao Conselho Nacional Eleitoral em Caracas, em 9 de junho de 2016 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. abril 2019 - 19:05
(AFP)

O deputado da oposição venezuelana, Gilber Caro, foi detido por agentes da Inteligência nesta sexta-feira (26) quase um ano depois de ter sido solto - informou o Parlamento.

"Nas primeiras horas da manhã, a ditadura sequestrou o deputado @gilbercaro, violando sua imunidade parlamentar", declarou no Twitter Juan Guaidó, líder parlamentar reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países

"Não poderão deter todo um povo determinado a conquistar o fim da usurpação", acrescentou o opositor, que convocou para 1 de maio a "maior marcha na história" em seu empenho para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

O parlamento de maioria opositora responsabilizou o governo do presidente Nicolás Maduro "pela vida e pela integridade" do deputado de 45 anos.

Caro foi preso em um restaurante no setor de Las Mercedes, em Caracas, disse a deputada Adriana Pichardo, em entrevista coletiva.

"Não temos ideia do motivo dessa detenção. Achamos que eles podem tentar envolvê-lo em outro plano macabro", completou a parlamentar.

Pichardo acrescentou que, aparentemente, ele foi levado para Helicoide, a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), na capital.

No restaurante onde ele foi capturado, "eles destruíram as câmeras para que nenhuma evidência de qualquer tipo permanecesse", relatou.

O líder pertence ao partido de Guaidó, Vontade Popular, que anunciou que levará o caso a instâncias internacionais.

- De volta à prisão -

Caro ficou preso entre janeiro de 2017 e 2 de junho de 2018, acusado de traição e de roubo de armas das Forças Armadas, mas nunca foi condenado.

O líder foi solto com restrições junto com outros 39 oponentes por ordem da Assembleia Constituinte que governa o país com poderes absolutos.

Mais de 100 opositores foram libertados da prisão em meados de 2018 por decisão desse órgão, alguns com medidas como a proibição de deixar o país e a apresentação periódica aos tribunais.

Muitos não podem dar declarações à imprensa, segundo a ONG Fórum Penal, que contabiliza 790 presos na Venezuela por razões políticas.

Pichardo levantou a possibilidade de que a Justiça alegue violações desse regime, o que a oposição considera ilegal.

Em outubro passado, depois de solicitar refúgio na Colômbia, uma juíza militar da Venezuela pediu desculpas a Caro por ordenar sua prisão.

Sua detenção acontece após a de Roberto Marrero, chefe de gabinete de Guaidó, preso por agentes do Sebin em 21 de março. Marrero foi acusado de fazer parte de um "grupo terrorista" que planejou ataques para desestabilizar o governo.

Pichardo relacionou a prisão de Caro à marcha convocada por Guaidó para 1º de maio, que o líder parlamentar antecipa que será a "maior da história" da Venezuela para exigir "o fim definitivo da usurpação".

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