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Protesto para pedir a libertação do deputado opositor venezuelano Juan Requesens, em 11 de agosto de 2018 em Caracas

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O deputado opositor venezuelano Juan Requesens, preso por supostamente colaborar no "atentado" denunciado pelo presidente Nicolás Maduro, se comunicou neste domingo por telefone com seus familiares.

"Durante a manhã fomos contatados por telefone (...) por Juan Requesens. Nesta ligação Juan comentou sobre seu estado e fez algumas solicitações de artigos de higiene pessoal", apontou a família do legislador em um comunicado.

No entanto, a família acrescentou que desconhece e não pode dar fé "das condições físicas, de saúde e psicológicas" do parlamentar, detido na terça-feira passada pelo serviço de inteligência, acusado de colaborar no ataque com dois drones que explodiram em 4 de agosto perto de onde Maduro dava um discurso durante uma parada militar.

A família denunciou que ainda não pôde ver Requesens para "constatar seu estado físico" e que tampouco foi permitido que seus advogados conversem com ele.

"Rejeitamos este tipo de ações que simplesmente confirmam que Juan Requesens é um refém do regime de Nicolás Maduro", indica o comunicado.

Os familiares do político, assim como a oposição, denunciam que sua prisão é ilegal pois ocorreu antes de que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) - acusado de servir ao governo - dispusesse seu procedimento penal.

Também rejeitam, por "inconstitucionalidade" que a governista Assembleia Constituinte tenha retirado sua imunidade parlamentar, pois isto só pode ser feito pelo Parlamento - de maioria opositora - e não por um órgão em todo caso "ilegítimo".

"É um desaparecimento forçado (...), não se ofereceu assistência jurídica nem se informou de sua localização", acrescenta o texto.

Na sexta-feira, o parlamentar foi trasladado aos tribunais, mas sua audiência foi diferida para segunda-feira.

Maduro divulgou, no sábado, um vídeo de Requesens na prisão, em que ele afirma ter tido contato com Rayder Alexander Russo, que supostamente dirigiu na Colômbia o treinamento dos autores do ataque. Mas esclarece que não o conheceu pessoalmente.

Na sexta, em outro trecho divulgado pelo governo, o deputado diz que ajudou Juan Monasterios, ex-militar detido pelos acontecimentos, a entrar na Venezuela a partir da Colômbia, a pedido do legislador exilado Julio Borges.

Monasterios testificou ter participado da entrada dos drones a partir do país vizinho.

No entanto, em nenhum dos vídeos Requesens menciona ter estado a par do suposto complô.

Os opositores denunciam que o político foi ameaçado ou drogado para dar esse depoimento.

"Para que uma confissão tenha valor probatório deve ser livre, voluntária, espontânea e expressa", escreveu no Twitter o advogado Juan Manuel Raffalli.

Na sexta circulou nas redes sociais outro vídeo em que se vê Requesens vestido apenas com uma cueca suja, recebendo ordens de um homem que lhe pede que se vire enquanto é filmado.

Referindo-se a essas imagens, seus familiares dizem estar "sumamente preocupados por sua integridade física e psicológica".

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AFP