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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (E), e o deputado Diosdado Cabello, em Caracas, no dia 6 de abril de 2016

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Deputados governistas da Venezuela acusaram nesta quinta-feira ao Ministério Público (MP) quatro oposicionistas por crime de "traição à pátria", por terem pedido à Organização de Estados Americanos (OEA) que intervenha para superar a crise política do país.

Os opositores incorreram em "ações que atentam contra a independência, a soberania e a segurança do país", declarou Carmen Meléndez, um dos cinco deputados do governante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) que buscaram o MP.

Os legisladores do PSUV entregaram à procuradora-geral Luisa Ortega um documento em que pedem a abertura de uma investigação contra os parlamentares Delsa Solórzano, Juan Guaido, Luis Florido, Ángel Medina e Williams Dávila.

A acusação foi apresentada um dia depois de o número dois do chavismo, o deputado Diosdado Cabello, ter anunciado a preparação de uma denúncia contra os opositores que viajaram na semana passada a Washington e se reuniram com o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro.

"Estou preparando uma denúncia às autoridades nacionais contra esses deputados e cidadãos que foram para fora do nosso país difamá-lo, agredi-lo, pedir intervenções, pedir constituições democráticas (...) Isso é traição à pátria", afirmou Cabello, em entrevista com a estatal Radio Nacional da Venezuela (RNV).

O Código Penal venezuelano, em seu artigo 128, castiga com prisão de 20 a 30 anos o crime de traição à pátria.

Em Washington, os deputados pediram a Almagro que avalie "os distintos mecanismos que a OEA tem e procedam pelo resgate da democracia venezuelana", informou Florido, na volta a Caracas.

Caracas mantém relações tensas com Almagro, que apoia a anistia para políticos presos.

O presidente Nicolás Maduro o acusa de apoiar as "manobras golpistas da direita venezuelana".

AFP