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(Arquivo) Os deputados venezuelanos Luis Florido (D) e Williams Dávila no Palácio Itamaraty, em Brasília, no dia 25 de fevereiro de 2016

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Dois deputados que atuam como porta-vozes internacionais do Parlamento venezuelano - de maioria opositora - denunciaram um impedimento de saída do país, segundo eles em represália por sua divergência com o governo de Nicolás Maduro.

O parlamentar Williams Dávila, integrante da Comissão de Política Externa, disse que seu passaporte foi cancelado nesta terça-feira por funcionários da imigração quando se preparava para viajar a Washington.

Seu caso se soma ao de Luis Florido, presidente deste comitê, que em 27 de janeiro também teve cancelado o documento de viagem ao retornar da República Dominicana, onde assistiu à cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe (Celac).

Assim como ocorreu com Florido, os agentes notificaram Dávila que há uma denúncia de perda de seu documento. Ambos negaram ter reportado extravio.

"É o cúmulo da malandragem", disse Dávila, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Parlasul, que planejava se reunir em Washington com senadores americanos e funcionários da Organização de Estados Americanos (OEA).

Florido denunciou nesta terça-feira que não só seu passaporte foi cancelado, como tem uma "proibição específica de saída do país".

Em visita ao Ministério Público, pediu punição aos funcionários que violaram sua imunidade parlamentar, ao impedi-lo de viajar na segunda-feira para Lima com sua identidade venezuelana.

Dávila, enquanto isso, afirmou que os fatos representam uma "retaliação e uma perseguição" do governo por denúncias internacionais sobre a deterioração socioeconômica e as violações dos direitos humanos na Venezuela.

Maduro acusa a oposição legislativa de realizar no exterior uma campanha de desprestígio contra o governo e de antecipar um boicote financeiro para que o país - mergulhado em uma grave crise econômica - não possa ter acesso ao financiamento internacional.

O governo e a Assembleia Nacional travam uma luta de poderes há 13 meses, quando a oposição assumiu o controle parlamentar, pondo fim a 17 anos de hegemonia chavista.

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AFP