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Deputados opositores serão julgados por revolta contra Maduro

El presidente venezolano, Nicolás Maduro, en un acto en Caracas, el 1 de mayo de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. maio 2019 - 01:19
(AFP)

Sete deputados opositores serão julgados por apoiar a tentativa de golpe militar contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enquanto os Estados Unidos anulavam, nesta terça-feira, suas sanções ao ex-chefe de inteligência, que apoiou a revolta.

A governista Assembleia Constituinte anunciou nesta terça a perda de imunidade dos parlamentares Edgar Zambrano, Luis Florido, Henry Ramos Allup, Richard Blanco, Marianela Magallanes, Simón Calzadilla e Amerigo De Grazia.

Mais cedo, o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) autorizou processar criminalmente os legisladores por "flagrante cometimento" de crimes como traição à pátria e conspiração nos eventos de 30 de abril.

"O que está vindo? Julgamento. Estamos fazendo a coisa certa", anunciou o presidente da Constituinte, Diosdado Cabello, destacando que "mais três deputados foram identificados" e serão submetidos ao mesmo procedimento, mas sem revelar seus nomes.

Segundo Cabello, os congressistas "participaram ativamente" do levante liderado pelo líder parlamentar Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por 50 países liderados pelos Estados Unidos.

"Foi um ato em flagrante, portanto, não é necessário requisito ou pré-julgamento de mérito, vão diretamente a julgamento".

A ONG de direitos humanos Foro Penal anunciou nesta terça-feira que "de 1º de janeiro até maio de 2019 foram registradas 2.014 detenções, basicamente de pessoas que protestam" contra Maduro.

Deste total, mais de 800 pessoas continuam presas, incluindo vários militares que se revoltaram contra o presidente venezuelano.

Ainda segundo a ONG, 338 civis e militares foram detidos após a tentativa de rebelião da semana passada e 82 pessoas "ficaram privadas de liberdade".

- EUA incentiva militares -

Em mais um capítulo da disputa pelo poder entre Maduro e Guaidó, no contexto da pior crise econômica na história moderna da Venezuela, os Estados Unidos suspenderam "com efeito imediato" as sanções econômicas contra o ex-chefe da Inteligência da Venezuela Christopher Figuera, que apoiou a revolta.

Em um discurso no departamento de Estado, o vice-presidente americano, Mike Pence, disse que Washington espera que este passo inspire outros altos funcionários de Caracas a respaldar Guaidó.

"Os Estados Unidos considerarão o fim das sanções a todos aqueles que defenderem a Constituição e apoiarem o Estado de Direito", afirmou Pence.

"Espero que as ações que nossa nação está tomando hoje animem outros a seguir o exemplo do general Christopher Figuera".

Além disso, Pence disse que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), alinhado com Maduro, se tornou uma "ferramenta política para um regime que usurpa a democracia" e alertou que os Estados Unidos vão responsabilizar seus 25 membros por não proteger os direitos do povo venezuelano.

"Está na hora de o Tribunal Supremo da Venezuela voltar a seu propósito fundacional. Se o Tribunal Supremo de Venezuela não retornar a seu mandato constitucional para defender o Estado de Direito, os Estados Unidos responsabilizarão os 25 magistrados por suas ações".

Pence também anunciou que um navio de assistência hospitalar da Marinha americana, o USNS Comfort, voltará a águas próximas à Venezuela em junho para uma missão de cinco meses destinada a ajudar os países vizinhos que receberam parte dos mais de 3 milhões de venezuelanos que deixaram o país.

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