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O vice-presidente da Câmara, Freddy Guevara, em Caracas, em 9 de janeiro de 2017

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Deputados do Parlamento venezuelano, de maioria opositora, afirmaram neste domingo que a luta pelas eleições para "restituir a ordem constitucional" está apenas começando, depois que o máximo tribunal se ajdudicou brevemente das funções legislativas.

"Acabaram de destruir a independência de poderes quando o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) tentou despojar a Assembleia de suas competências", denunciou Freddy Guevara, vice-presidente da Câmara, durante um ato com acadêmicos, ONGs, juristas e estudantes.

Após a forte rejeição internacional desta atitude do TSJ, a procuradora-geral Luisa Ortega Diáz - próxima ao chavismo - também condenou os ditames apresentados.

Ortega afirmou que as decisões judiciais consistiam em uma "ruptura da ordem constitucional".

"A intenção do governo [ao eliminar as sentenças] é desmobilizar o povo em sua justa reclamação e parar a pressão da comunidade internacional", advertiu Guevara.

O deputado afirmou que a crise do país irá se manter enquanto o governo se negar a respeitar a Assembleia, liberar os opositores presos, aceitar ajuda humanitária internacional e realizar eleições.

"Isso apenas começou. Todos estamos ativos porque a luta pela liberdade não vai parar até que seja restituída a ordem constitucional [...] Lutaremos pelas eleições que temos direito, as de governadores, as de prefeitos, e as presidenciais para solucionar a crise", acrescentou o legislador.

"Reafirmamos o chamado para organizar e mobilizar o país para conseguir a destituição dos magistrados que cometeram este golpe de Estado", declarou Guevara.

O deputado pediu às Forças Armadas, aos defensores e todas as instituições que imitem a atitude da procuradora.

A Venezuela atravessa uma aguda crise econômica, com a escassez de alimentos e remédios, e uma inflação que este ano pode chegar a 1.660%, segundo o FMI.

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AFP