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Ilustração do enorme planeta NGTS-1b, à esquerda, com seu sol - uma descoberta que desafia as teorias existentes sobre como os planetas são formados

(afp_tickers)

Um planeta gigante, que de acordo com a teoria de formação dos planetas não deveria existir, foi descoberto orbitando uma fraca estrela anã muito distante, surpreendendo os astrônomos nesta terça-feira (31).

A existência do gigante gasoso desafia as teorias de longa data de que um planeta tão grande - mais ou menos do tamanho de Júpiter - não pode ser formado em torno de uma estrela tão pequena.

O raio e a massa da estrela são cerca de metade dos do Sol.

De acordo com a teoria, pequenas estrelas podem formar planetas rochosos, "mas não reúnem material suficiente para formar planetas do tamanho de Júpiter", disse a Royal Astronomical Society britânica em um comunicado.

Acredita-se que os planetas se formam quando o gás e a poeira deixados por explosões galácticas maciças giram em discos em torno de estrelas recém-nascidas e se aglomeram, formando corpos.

O novo planeta foi descoberto pelo Next-Generation Transit Survey (NGTS), baseado no deserto do Atacama, no Chile.

O projeto deu nome à estrela, NGTS-1, e ao planeta, NGTS-1b. O "b" significa que este é o primeiro planeta encontrado em volta desta estrela.

A pesquisa usa um conjunto de 12 telescópios para explorar o céu e identificar intervalos na luz emitida pelas estrelas - um sinal de que um planeta está se movendo na frente da estrela, na perspectiva de um observador na Terra.

"A descoberta do NGTS-1b foi uma grande surpresa para nós - não se pensava que existissem tais planetas maciços em torno de estrelas tão pequenas", disse Daniel Bayliss, da Universidade de Warwick, autor principal do estudo, aceito para publicação na revista científica Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

"O planeta tem cerca de 25% do raio da sua estrela hospedeira. Isso faz com que seja muito grande em comparação com a sua estrela anfitriã! Para comparação, Júpiter tem apenas cerca de 10% do raio do nosso sol", disse Bayliss à AFP.

Após descobrirem o NGTS-1b, os astrônomos mediram o quanto o impacto gravitacional do planeta fez a sua estrela-mãe "oscilar", de modo a determinar seu tamanho, posição e massa.

A equipe observou que o planeta orbita muito perto de sua estrela - a apenas 3% da distância entre a Terra e o Sol, e completa uma órbita a cada 2,6 dias, "o que significa que um ano no NGTS-1b dura dois dias e meio da Terra".

O planeta e a estrela estão a cerca de 600 anos-luz da Terra, em uma constelação chamada Columba.

"Apesar do o NGTS-1b ser um planeta monstro, foi difícil encontrá-lo porque sua estrela-mãe é muito pequena e fraca", disse o colega de Bayliss, Peter Wheatley.

A estrela-mãe do planeta é descrita como uma anã M (anã vermelha) - o tipo mais comum no universo, o que significa que pode haver muitos outros planetas de gás gigantes inesperados para serem encontrados, disse a equipe.

"Estou ansioso para ver que outros tipos de novos planetas empolgantes podemos descobrir", disse Wheatley.

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AFP