Navigation

Descobrem anticorpo fundamental para futura vacina contra ebola

Campanha do Unicef de proteção contra o vírus do ebola no Sudão do Sul, em 21 de fevereiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. março 2019 - 20:30
(AFP)

Um grupo de pesquisadores identificou um anticorpo capaz de neutralizar três cepas do vírus ebola que afeta os humanos, uma importante descoberta na busca de uma vacina universal para essa doença, muitas vezes fatal, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (4).

Os anticorpos foram encontrados em um sobrevivente da pior epidemia de ebola até agora, que deixou mais de 11 mil mortos no oeste da África entre 2013 e 2016.

Durante essa epidemia uma vacina experimental foi desenvolvida. Em 2015, um importante teste realizado pela OMS na Guiné demonstrou que era muito protetora, mas apenas contra um dos surtos do vírus.

A mesma vacina está agora sendo usada em uma campanha de vacinação na República Democrática do Congo (RDC), país afetado por uma nova epidemia que já deixou pelo menos 500 mortos.

O anticorpo, descoberto por pesquisadores dos Estados Unidos, pode permitir ir além e desenvolver uma vacina eficaz contra as três cepas do vírus ebola que afetam os seres humanos, segundo um artigo da revista Nature Structural and Molecular Biology.

Existem outras duas cepas, mas que só transmitem a doença aos primatas não humanos.

De acordo com Kartik Chandran, professor de Imunologia na Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, sua equipe conseguiu identificar o "calcanhar de Aquiles" do vírus.

Ao analisar esse anticorpo, que já era conhecido por neutralizar duas cepas do vírus, os pesquisadores conseguiram demonstrar que também poderia superar as defesas da terceira cepa do vírus.

O vírus ebola é transmitido pelo contato com os fluidos corporais de pessoas doentes ou recém-falecidas.

O vírus causa febre alta e hemorragia, e é mortal entre 30% e 90% dos casos, dependendo da epidemia e do tipo de vírus.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.