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(Arquivo) Homem lê anúncio de emprego em São Paulo, em 31 de janeiro de 2017

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O índice de desemprego no Brasil caiu a 12,6% no trimestre concluído em agosto, dois décimos a menos que o registrado no período de maio-julho, o que está de acordo com as expectativas dos analistas para um mercado que avança estimulado por trabalhos informais.

O indicador divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE mostra que o país tem 13,1 milhões de pessoas sem emprego, um reflexo das consequências da recessão econômica de 2015 e 2016, a pior da história do país.

"É comum que após crises econômicas o primeiro passo da recuperação aconteça por meio da informalidade", afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento no IBGE.

Apesar da queda, o desemprego está acima dos 11,8% registrados entre junho e agosto de 2016. O índice atingiu o nível máximo de 13,7% no primeiro trimestre deste ano e depois iniciou uma trajetória de queda, que prossegue por cinco meses consecutivos.

Ao contrário do mês passado, quando o indicador surpreendeu os analistas com uma queda mais expressiva que a esperada, o resultado de agosto está em sintonia com os 12,7% previstos pelas 24 instituições financeiras consultadas pelo jornal Valor.

Apesar do número de pessoas com trabalho no trimestre junho-agosto ter registrado aumento a 91,1 milhões, contra 90,1 milhões do mesmo período em 2016, os empregos formais do setor privado caíram 2,2%, a 33,4 milhões.

A recuperação da economia, ainda em uma fase incipiente, é a principal bandeira do governo do presidente Michel Temer, que defende um plano de ajuste e políticas menos intervencionistas que as adotadas durante os quatro mandatos do PT, cortadas abruptamente em 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff.

A inflação caiu no último ano e o Banco Central iniciou um ciclo de cortes nas taxas de juros, apesar das consequências das investigações de corrupção no governo, incluindo algumas que atingem o presidente.

Temer foi acusado pela Procuradoria Geral da República de comandar uma organização criminosa para desviar recursos públicos, um caso que está sendo examinado pela Câmara do Deputados. Também é o presidente com menor aprovação desde a redemocratização de 1985: apenas 3% dos brasileiros o apoiam, segundo uma pesquisa do Ibope publicada na quinta-feira.

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AFP