Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Favelas na capital filipina, Manila, contrastam com os arranha-céus do bairro nobre Makati

(afp_tickers)

O aumento da desigualdade nas cidades da Ásia pode levar a divisões sociais potencialmente perigosas - advertiu o Banco Mundial nesta terça-feira (3), pedindo aos governos que aumentem a ajuda destinada à população carente nos centros urbanos.

Metade da população da região vive em cidades, e a rápida urbanização ajudou a tirar 655 milhões de pessoas da pobreza, de acordo com um novo informe do Banco Mundial.

A Ásia Oriental e o Pacífico continuam sendo, porém, as regiões com maior quantidade de pessoas que vivem em condições muito precárias, totalizando 250 milhões, aponta o Banco Mundial.

Uma parte importante desses 250 milhões se concentra na China, na Indonésia e nas Filipinas, detalha o relatório.

O êxodo do campo para as cidades gera um crescente número de pessoas sem acesso a serviços básicos, emprego e moradia, destacou a vice-presidente do banco para a região, a ganesa Victoria Kwakwa.

O abismo entre os habitantes ricos e pobres das cidades está fomentando um ressentimento cada vez maior, acrescentou.

"A ampliação das desigualdades pode criar divisões na sociedade e muito mais nas cidades, porque os ricos vivem muito perto dos pobres em pequenos espaços", comentou Judy Baker, especialista em urbanismo do Banco Mundial e principal autora do informe.

"Vimos, em outras partes do mundo, que isso pode ser fonte de distúrbios", disse à AFP.

Nesse sentido, os bancos pedem aos governos que elaborem políticas dirigidas a conectar os "pobres urbanos" com o mercado de trabalho, garantir a qualidade e o acesso à moradia e o acesso a serviços, como o transporte público.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP