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Imagem mostra a prisão americana de Guantánamo, em Cuba, em 26 de janeiro de 2017

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Um general americano do Corpo de Marines condenado ao confinamento na base naval de Guantánamo foi libertado provisoriamente nesta sexta-feira, dois dias depois de ser detido por ordem de um juiz militar.

O general de brigada John Baker, que dirige as equipes de defesa dos presos em Guantánamo, foi condenado a passar 21 dias confinado na base militar dos Estados Unidos em Cuba.

Baker se negou a cumprir as exigências de um juiz durante uma audiência no julgamento contra Abdel Rahim Al-Nashiri, acusado de ser o autor intelectual do ataque contra o destróier "USS Cole" em 2000.

Perto das 13h00 (15h00 de Brasília), "o general de brigada John Baker foi informado por carta que a imposição do resto de sua sentença foi adiada até que a autoridade tome uma decisão final sobre o assunto", disse o porta-voz de audiências militares, o capitão Ben Sakrisson.

A decisão de confinar o general foi tomada devido a uma disputa com o juiz militar do caso, o coronel da Força Aérea Vance Spath.

Segundo o jornal Miami Herald, o primeiro a divulgar o caso, os três advogados civis de Al-Nashiri anunciaram sua intenção não defendê-lo mais por razões éticas e porque suspeitavam que a confidencialidade de suas conversas com o acusado não era respeitada.

Baker autorizou a demissão dos três advogados, mas Spath se opôs às renúncias e ordenou seu comparecimento em pessoa ou por teleconferência.

Como o general Baker se negou a chamar os advogados, o juiz o declarou culpado de desacato ao tribunal e o condenou a 21 dias de confinamento, além do pagamento de uma multa de 1.000 dólares.

Michel Paradis, um advogado civil que trabalha para Baker, disse nesta sexta ao Miami Herald que a libertação provisória é um passo positivo, mas o fato de que a sentença seja adiada é preocupante.

"A qualquer momento, (as autoridades) podem impor novamente a sentença", disse.

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AFP