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Manifestantes seguram cartazes durante protesto contra o presidente Donald Trump sobre o Daca, em Nova York, em 5 de outubro de 2017

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Oficiais de imigração dos Estados Unidos seguiram na semana passada uma menina de 10 anos em situação ilegal, que sofre de paralisia cerebral, até um hospital no Texas e a detiveram para ser deportada depois de uma cirurgia, disseram defensores nesta segunda-feira.

A União Americana para as Liberdades Civis (ACLU, em inglês) exigiu, em uma carta enviada a múltiplas agências governamentais a cargo de crianças imigrantes, que Rosa María Hernández seja entregue a seus pais, que vivem na cidade americana de Laredo, fronteiriça com o México.

"Separar à força Rosa María de sua família ocasiona sérios danos psicológicos e emocionais a ela e a seus familiares", disse a ACLU em sua missiva.

Além disso, deu ao governo até a tarde de terça-feira para libertar a menina antes de tomar "ações legais imediatas".

Hernández sofre de paralisia cerebral, uma doença do desenvolvimento do cérebro que afeta o movimento do corpo e o controle sobre os músculos.

Seu mãe a levou ilegalmente do México para os Estados Unidos quando tinha três meses para que recebesse um atendimento médico melhor, segundo relatos da mídia. Saíram de Nuevo Laredo para Laredo, cidade adjacentes na fronteira.

A menina viajou na semana passada de ambulância à cidade vizinha do Texas para uma cirurgia, acompanhada por um adulto da família que é cidadão americano.

Agentes de imigração pararam os dois em um posto de polícia e os seguiram até o hospital, onde monitoraram o seu tratamento e a levaram em custódia uma vez que recebeu a alta médica, segundo a ACLU.

A prisão causou indignação e questionamentos sobre as prioridades do governo de Donald Trump, diante das crescentes detenções de migrantes em situação ilegal.

Trump prometeu se focar naqueles que cometem crimes enquanto estão ilegalmente nos Estados Unidos.

Foram arrecadados, por sua vez, mais de 26.000 dólares na plataforma GoFundMe para colaborar com os gastos legais de Hernández.

A agência americana a cargo das crianças migrantes disse à AFP que não podia falar de um caso específico e o organismo de aduanas e proteção fronteiriça não respondeu um pedido de comentário.

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AFP