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Letreiro do NHS, o sistema nacional de saúde britânico, em Londres, em 8 de março de 2017

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Dos hospitais britânicos à gigante espanhola Telefónica, passando pelo construtor de automóveis francês Renault ou pela companhia pública ferroviária alemã, são dezenas de empresas e organismos atingidos em todo o mundo por um grande ataque informático.

- O NHS

O Serviço Público de Saúde britânico (NHS), quinto empregador do mundo, com 1,7 milhão de trabalhadores, foi afetado. Cerca de 45 estabelecimentos foram infectados, indicou a ministra britânica do Interior, Amber Rudd. Muitos deles foram forçados a cancelar ou adiar as intervenções médicas. No entanto, Rudd acrescentou que "não houve um acesso malicioso aos dados dos pacientes".

- Renault

O construtor de automóveis francês Renault também foi atingido pela onda de ciberataques simultâneos e várias fábricas na França suspenderam a sua atividade, anunciou a direção do grupo.

Um porta-voz da filial da Renault na Eslovênia, Revoz, disse à AFP que os computadores da fábrica de Novo Mesto também foram afetados, provocando a suspensão da produção.

- Bancos e ministérios russos

O Banco Central russo anunciou neste sábado que o sistema bancário do país foi atingido por um ataque cibernético em massa, assim como vários ministérios. Além disso, manifestaram que os hackers tentaram forçar as instalações informáticas da rede ferroviária.

- Deutsche Bahn

Os painéis das estações alemãs foram hackeados e vários passageiros compartilharam no Twitter fotos das telas com o pedido de resgate, em vez dos horários de partida e chegada.

"O vírus não afetou o tráfego e não houve nenhuma perturbação nas grandes linhas ou nas linhas regionais", disse a companhia ferroviária pública Deutsche Bahn.

- FedEx

O gigante americano de correio privado FedEx anunciou que havia sido infectado e garantiu que estava implementando "medidas para resolver o mais rápido possível" esta situação.

- Telefónica

A gigante de telecomunicações espanhola foi atacada, mas os "equipamentos infectados estão sob controle e sendo reinstalados", segundo o responsável de cibersegurança da Telefónica, o ex-hacker espanhol Chema Alonso.

"Seus arquivos importantes foram codificados", é possível ler nas capturas de tela dos computadores infectados, e que foram divulgadas pelos meios de comunicação espanhóis. O governo do país confirmou na sexta-feira "diferentes ciberataques que atingiram empresas espanholas".

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