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Um manifestante venezuelano segura um cartaz dizendo "Revogatório já! Tchau, Maduro" durante protesto contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 18 de maio de 2016

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A oposição venezuelana garantiu, nesta quinta-feira, que um diálogo com o governo deve priorizar a ativação de um referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.

"O primeiro ponto da agenda de todo o processo de diálogo sério na Venezuela atual deve ser, justamente, como tirar os obstáculos e armadilhas que tentam interferir, sabotar, ou adiar o exercício desse direito constitucional", garantiu a coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), em um comunicado.

Hoje, o ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero anunciou, em Caracas, o início de gestões para o diálogo entre o governo e a oposição, sob o guarda-chuva da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), diante do agravamento da crise.

"Na Venezuela, não há solução econômica se não houver mudança política e, para a obtenção pacífica desse último objetivo, deve-se orientar para um verdadeiro processo de diálogo nacional", advertiu a MUD.

A organização manifestou sua "séria disposição" a um processo de diálogo, no qual seus atores aceitem que "o povo venezuelano tem a última palavra" por meio do referendo revogatório.

"É o democraticamente inapelável", afirmou, indicando que, de outro modo, apenas seria um "debate partidarista, ou institucional".

Integrada pelos ex-presidentes Leonel Fernández (República Dominicana) e Martín Torrijos (Panamá), a comissão se reuniu hoje cedo com a cúpula da MUD, liderada pelo ex-candidato presidencial Henrique Capriles e pelo presidente do Parlamento, Henry Ramos Allup.

A oposição também pediu a libertação dos opositores presos - entre eles Leopoldo López - como parte de um "marco adequado" para que o diálogo seja "sério e útil".

Além disso, criticou declarações de Fernández - no anúncio da mediação - sobre a grave crise econômica. Essa questão será tratada, em particular, pelo ex-presidente dominicano. A MUD afirmou que "diverge diametralmente" de Fernández, culpando a corrupção do governo e um modelo que "multiplica a pobreza" pelo caos no país.

AFP