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Diálogo sobre Venezuela termina sem acordo, mas Oslo mantém mediação, diz Guaidó

O líder opositor Juan Guaidó fala no Auditório da Câmara do Comércio de Caracas, em 16 de maio de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. maio 2019 - 21:36
(AFP)

O líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó informou nesta quarta-feira (29) que a primeira reunião entre delegados seus e do presidente Nicolás Maduro, em Oslo, terminou sem acordo, enquanto se mostrou aberto a continuar com a mediação norueguesa para resolver a crise política venezuelana.

"Este encontro terminou sem acordo", mas "estamos dispostos a continuar junto" à Noruega neste esforço, destacou em um comunicado Guaidó, há quatro meses reconhecido como presidente interino por cerca de 50 países.

"Agradecemos ao governo da Noruega sua vontade em contribuir com uma solução para o caos que o nosso país sofre. Estamos dispostos a continuar junto deles", afirmou no texto.

Representantes de Maduro e de Guaidó celebraram nesta semana um primeiro encontro frente a frente sob os auspícios da Noruega, anunciado no começo de maio.

Em Oslo, "ratificamos nossa rota: cessar da usurpação (do governo por parte de Maduro), governo de transição e eleições livres, como via para solucionar a tragédia que hoje sofre a nossa Venezuela", expressou Guaidó.

"A mediação será útil para a Venezuela desde que existam elementos que permitam avançar em prol de uma verdadeira solução", continuou o líder parlamentar, que enfrentou críticas de um setor opositor contrário a um diálogo diante de várias tentativas frustradas anteriores.

Guaidó disse que de qualquer forma, o contato em Oslo "não detém os esforços da oposição em todos os âmbitos constitucionais" para forçar a saída de Maduro.

Desde que se proclamou presidente interino em 23 de janeiro, depois que o Parlamento de maioria opositora declarou ilegítima a reeleição do presidente socialista, Guaidó liderou manifestações multitudinárias, que perderam fôlego desde um motim frustrado em 30 de abril.

O líder opositor mantém todas as opções em aberto, entre elas a "cooperação internacional", enquanto mantém contatos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, principal aliado internacional do líder opositor, que não descarta uma opção militar para solucionar a crise no país sul-americano.

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