Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Um jovem palestino corre para se proteger das bombas de gás lacrimogênio lançadas por membros das forças de segurança israelenses, depois de um protesto de apoio à população de Gaza, na cidade de Belém, na Cisjordânia.

(afp_tickers)

Os habitantes da Faixa de Gaza realizaram pela primeira vez desde o início da guerra as tradicionais orações de sexta-feira sem medo dos bombardeios israelenses, que mataram quase 2.000 palestinos em pouco mais de um mês.

Desde o início da ofensiva israelense, em 8 de julho, os moradores da Cidade de Gaza não conseguiam cumprir um dos cinco pilares do Islã com alguma tranquilidade.

Como em outros lugares do enclave palestino de 362 km2, os sobreviventes do campo de refugiados de Shati foram à mesquita graças a um cessar-fogo de cinco dias entre Israel e o movimento islamita palestino Hamas, menos precário que os anteriores.

Apesar de os bombardeios israelenses terem deixado de pé apenas parte do prédio de concreto, alguns homens estenderam seus tapetes para rezar à sombra de um imenso minarete tombado e sustentado agora pelos edifícios em torno.

"Viemos rezar em meio às ruínas, mesmo que tenhamos que morrer", disse Asad Abdo. "A mesquita foi destruída sem motivo, mas nós não a deixaremos e vamos reconstrui-la", disse Eyad Redwan.

Os ataques israelenses destruíram dezenas de mesquitas como esta, onde o imã pediu a destruição de Israel durante as orações. O Estado israelense justificou seus ataques contra estruturas religiosas, já que, segundo ele, combatentes palestinos estavam escondidos no local para disparar foguetes em direção ao território israelense.

Durante o recente conflito, os foguetes palestinos causaram a morte de 67 pessoas em Israel.

Desde segunda-feira, israelenses e palestinos mantêm um cessar-fogo, prolongado até segunda-feira à meia-noite.

A extensão do cessar-fogo ou uma eventual trégua duradoura depende de difíceis negociações entre israelenses e palestinos no Cairo, com a mediação do Egito.

A delegação palestina -Hamas, seus aliados da Jihad Islâmica e a Autoridade Palestina- e os negociadores israelenses abordam pontos como a desmilitarização do território palestino ou a suspensão do bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza em 2006.

AFP