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(A partir da esquerda) Diana participa de eventos em 1992, 1991 e 1996

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A princesa Diana de Gales continua sendo, 20 anos após a sua morte, um símbolo da moda que revolucionou os códigos de vestuário da família real com a ajuda de grandes estilistas.

"Aprendeu rapidamente a usar a moda como instrumento para transmitir mensagens e promover causas", explica à AFP Libby Thompson, uma das curadoras da exposição "Diana: Her Fashion Story", em exibição no palácio londrino de Kensington, que foi sua residência.

Apelidada de "Shy Di" ("Tímida Di") ante do casamento com o Charles, herdeiro do trono, em 1981, Diana saiu de sua bolha ao tomar consciência de que a roupa tinha um grande poder comunicativo.

"A princesa aprendeu a fazer seu guarda-roupa dizer o que ela não poderia e trabalhou em estreita colaboração com estilistas como Catherine Walker para cuidar de sua personalidade por meio das roupas", afirmou a diretora de moda da revista Tatler, Sophie Goodwin, em entrevista ao jornal The New York Times.

Diana dominava a arte de usar o figurino correto em cada ocasião.

Ao visitar hospitais, vestia cores luminosas para parecer mais próxima e acessível. Nas visitas ao exterior, usava peças inspiradas nas cores nacionais, como o vestido branco e de bolinhas vermelhas que usou no Japão em 1986.

Ela não usava luvas, como fazia e ainda faz sua sogra, a rainha Elizabeth II, "porque gostava de manter contato com as pessoas que encontrava", explica Eleri Lynn, outra curadora da mostra em Kensington.

As fotos da princesa apertando a mão de pacientes da Aids em 1987 ajudaram a acabar com certos mitos que cercavam a doença, como o do contágio ao menor contato.

A mulher mais fotografada de sua época entendeu as regras não escritas do figurino da realeza, mas não temia quebrar algumas delas às vezes.

Dessa maneira, usou vestidos pretos à noite - uma cor que a Casa Real reserva para os momentos de luto - e foi a primeira a usar calças em um evento vespertino.

- Ousadia -

Diana ajudou ainda a modernizar o figurino da realeza, com vestidos que deixaram uma forte impressão, como o de veludo azul que usou em um jantar na Casa Branca em 1985.

Com este vestido, Diana dançou com o ator americano John Travolta a canção "You Should Be Dancing", da trilha sonora do filme "Os embalos de sábado à noite".

Conhecido como "o vestido Travolta", a peça tem sua própria página na Wikipedia e foi vendido por 240.000 libras (318.000 dólares) em um leilão em 2013.

Após o divórcio do príncipe Charles em 1996, Diana voltou a mudar de estilo: ela abriu mão dos estilistas britânicos que havia priorizado para usar roupas de marcas internacionais, como Dior, Lacroix e Chanel. Também começou a usar vestidos mais ousados.

"Durante muitos anos, a princesa de Gales foi a grande e única obsessão do mundo da moda e a precursora do glamour como o conhecemos", escreveu Sarah Mower no jornal Daily Mail.

Seu estilo foi muito imitado e ainda inspira os estilistas. Em 2016, a marca ASOS lançou uma coleção baseada em seu estilo informal.

Na era das redes sociais, seu nome ainda tem muita força. A conta Princess Diana Forever no Instagram, que tem 160.000 seguidores, publica diariamente uma foto de Lady Di com diferentes modelos, divulgando seu estilo para as novas gerações.

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AFP