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(8 out) Combatente das Forças Democráticas Sírias vigia um setor de Raqa

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Os combates contra o grupo Estado Islâmico (EI) em Raqa estão-se aproximando do fim, de acordo com a aliança de combatentes curdos e árabes apoiada por Washington que cercou os extremistas em seu último reduto na Síria.

Depois de impor seu controle sobre territórios conquistados na Síria e no Iraque, o EI acumula derrotas há vários meses.

A perda total de Raqa, que foi sua "capital" e onde os extremistas estão presentes há mais de três anos, marcaria um estágio importante no declínio territorial da organização ultrarradical sunita.

Após vários meses de ofensiva, as Forças Democráticas da Síria (FDS) entraram no início de junho nesta cidade do norte da Síria.

Progressivamente, a aliança de combatentes curdos e árabes reconquistou 90% da cidade, apoiada pela Aviação da coalizão internacional.

Os extremistas ainda controlam, porém, um reduto no centro, e o avanço das FDS é realizado em duas frentes, segundo Rojda Felat, que dirige a operação "Cólera do Eufrates".

"Quando essas duas frentes se unirem, poderemos dizer que entramos na última semana da nossa campanha para libertar Raqa", indicou no domingo (8).

"Dentro de três ou quatro dias, vamos lançar a última fase da ofensiva", acrescentou.

- 'Etapa final' -

Os combates são sangrentos. Os extremistas se valem de franco-atiradores e suicidas para retardar o avanço das FDS. Estão entrincheirados no hospital de Raqa, em um estádio de futebol e nos bairros residenciais dos arredores.

As FDS cercam o hospital e, no domingo, preparavam uma ofensiva contra o estádio, de acordo com Ali Sher, comandante das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), principal componente das FDS.

"A batalha está em sua fase final, e quando terminarmos o setor ao norte do estádio, poderemos atacar e chegar a Al-Naim", disse o comandante, citando uma interseção muito simbólica da cidade.

"Restará apenas o hospital. Então, tentaremos fazer que se rendam. Se eles não seguirem as ordens, teremos que entrar", advertiu.

De acordo com o porta-voz da coalizão internacional, o coronel americano Ryan Dillon, o hospital foi transformado pelos extremistas em uma base militar "fortemente fortificada".

Os conselheiros das forças especiais da coalizão que apoiam as FDS poderão auxiliar os combatentes em uma ofensiva contra o hospital, sem que "unidades da coalizão participem plenamente da ofensiva", afirmou.

Dezenas de milhares de civis fugiram de Raqa desde que as FDS entraram na cidade, mas o EI ainda mantém milhares de pessoas para serem usadas como escudo humano.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), ainda haveria cerca de oito mil civis presos em Raqa.

Em sua derrocada, os combatentes do EI perderam recentemente Hawiya, sua última fortaleza urbana no Iraque.

Ainda controlam um setor no oeste do Iraque, no Eufrates, e mais da metade da vizinha província síria de Deir Ezzor, incluindo Mayadin e Bukamal, duas cidades estratégicas do Vale do Eufrates, que se estende até a fronteira com o Iraque.

No domingo, expulsaram as forças do governo sírio de Bashar al-Assad de Mayadin, onde entraram pela primeira vez há dois dias.

Iniciada após a repressão do governo a manifestações pacíficas em 2011, a guerra na Síria se tornou um conflito complexo com múltiplos atores. Desde então, mais de 330 mil pessoas morreram, e milhões tiveram de sair de suas casas.

Nesta segunda-feira, a Turquia lançou uma operação na província síria de Idlib com o objetivo de instalar uma zona desmilitarizada anunciada em maio.

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AFP