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A presidente Dilma Rousseff durante cerimônia no Palácio do Planalto em 16 de junho

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A presidente Dilma Rousseff festejou nesta sexta-feira o sucesso da Copa do Mundo no Brasil, apesar dos fatídicos prognósticos dos críticos, e confirmou que entregará a taça ao vencedor da final do próximo domingo, no Maracanã, entre Argentina e Alemanha.

"Conseguimos fazer a Copa, apesar dos que diziam que seria um caos (...), que seria um horror", destacou a presidente em um encontro com correspondentes estrangeiros no Palácio do Alvorada.

Dilma ironizou o grande ceticismo - dentro e fora do país - em relação ao sucesso da Copa no Brasil, e lembrou que alguns "diziam que iria faltar luz".

"Trabalhamos muito", destacou Dilma, afirmando que o Brasil mostrou sua "paixão" pelo futebol e "competência para organizá-lo".

"Seria grave para meu governo se tivéssemos perdido fora de campo", na organização do evento, avaliou Dilma, lembrando que "a infraestrutura que construímos não foi para a Copa, mas para o Brasil".

- Renovação do futebol brasileiro -

Dentro de campo, a presidente lamentou profundamente a derrota do Brasil para a Alemanha, pelo inédito placar de 7 a 1 em uma semifinal, mas destacou que o país é pentacampeão do Mundo e tem ídolos como Pelé e Garrincha. "Somos capazes de encarar uma derrota e seguir em frente".

Mas Dilma opinou que o futebol brasileiro e suas instituições precisam de uma ampla renovação, como a Alemanha fez em 2000 após perder a Eurocopa.

A presidente lamentou que craques brasileiros sejam exportados e defendeu "o direito absoluto que temos de manter nossos atletas aqui", opinando que a solução passa por um amplo trabalho com o futebol de base.

Dilma, que foi ofendida pela torcida brasileira na partida entre Brasil e Croácia na abertura da Copa, no Itaquerão, confirmou que estará no Maracanã no próximo domingo, para entregar o troféu ao campeão, e disse que se for vaiada novamente "faz parte do ofício".

A presidente não revelou se torcerá para Argentina ou Alemanha na final, e destacou que é preciso ter "fair play". "Não conto a ninguém".

A chanceler alemã, Angela Merkel, assistirá a partida, mas a presidente argentina, Cristina Kirchner, não poderá comparecer por problemas de saúde (dor de garganta).

Candidata à reeleição em outubro próximo e líder nas pesquisas de opinião, Dilma, 66 anos, não acredita que a Copa do Mundo terá influência no quadro eleitoral: "Há uma tradição no Brasil, futebol não se mistura com política".

AFP