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A presidente Dilma Rousseff durante discurso em Brasília em 18 de março

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A presidente Dilma Rousseff manifestou nesta quinta-feira o desejo de que o governo venezuelano liberte os opositores presos, em entrevista à rede de televisão CNN, um dia antes de viajar ao Panamá para a VI Cúpula das Américas.

"Os países que integram a Unasul, que participam da Cúpula, da Cúpula das Américas, têm hoje, inclusive, o absoluto interesse de que haja uma maior liberdade, que soltem os presos, que não haja níveis de violência nas ruas, todos nós temos este interesse".

Nos últimos meses, diversos dirigentes opositores, como Leopoldo López e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, foram detidos na Venezuela sob a acusação de fomentar protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Perguntada sobre a situação de Ledezma, a presidente Dilma disse que em "questões relativas à situação interna da Venezuela, eu não posso entrar, é uma questão de respeito à autodeterminação deles", mas lembrou que no Brasil há manifestações da oposição e seu governo não prende os opositores.

"Não pensamos que a melhor relação com a oposição seja prender quem quer que seja (...). Se uma pessoa não cometeu um crime, não pode ser detida", destacou Dilma.

A presidenta defendeu a posição dos países que integram a Unasul sobre a situação de tensão na Venezuela, após críticas sobre a passividade do Bloco.

Para Dilma, a visita dos chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador à Venezuela ajudou a manter a ordem democrática.

A Venezuela vive uma polarização política desde o início de 2014, quando uma onda de protestos contra Maduro deixou 43 mortos, centenas de feridos e milhares de detidos.

AFP