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A embaixada americana em Havana, em dezembro de 2015

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Alguns dos diplomatas da embaixada americana em Cuba vítimas de misteriosos "ataques acústicos" sofreram danos cerebrais ou perda permanente de audição, informou nesta sexta-feira uma fonte do sindicato que os agrupa.

O governo dos Estados Unidos informou há pouco tempo que ao menos 16 funcionários foram afetados por estes incidentes em Havana, mas não detalhou o alcance dos danos.

O American Foreign Service Association, poderoso sindicato da Diplomacia americana, explicou em comunicado que "os diagnósticos incluem ligeiras lesões cerebrais de origem traumática e perda permanente de audição, de equilíbrio, fortes enxaquecas, problemas cognitivos e edemas cerebrais".

O Departamento de Estado, que qualificou os ataques de "sem precedentes", advertiu o governo cubano de que é responsável pela segurança dos diplomatas que trabalham na ilha, embora não tenha especificado quem está por trás dos ataques.

Funcionários americanos contaram à imprensa que foi usado algum tipo de dispositivo sônico para prejudicar a saúde dos funcionários do local.

A porta-voz da Diplomacia americana, Heather Nauert, disse na semana passada que os ataques parecem ter parado, mas a investigação segue em curso.

Alguns dos 16 diplomatas atingidos foram levados a Miami para receber tratamento hospitalar, enquanto os outros foram visitados por médicos americanos que viajaram a Havana.

O Canadá também informou que um dos de seus diplomatas em Cuba sofreu perda auditiva e disse estar trabalhando "ativamente" para averiguar o ocorrido.

O governo de Raúl Castro negou categoricamente ter maltratado qualquer diplomata, afirmando que investigava os "incidentes" relatados em fevereiro.

Estados Unidos e Cuba retomaram suas relações diplomáticas em 2015 após meio século de ruptura, mas a aproximação sofreu um retrocesso com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, partidário de uma linha mais dura com o governo da ilha.

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AFP