Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

US President Donald Trump signing an executive order in January on his appointees' ethics commitments

(afp_tickers)

O diretor do Gabinete de Ética Governamental dos Estados Unidos pediu neste domingo, após sua renúncia, que sejam criadas regras mais severas em matéria de conflitos de interesse, afirmando que a administração Trump impediu de maneira reiterada o trabalho da agência que dirige.

Walter Shaub, principal supervisor de ética do governo americano desde 2013, apresentou sua renúncia (que será concretizada em 19 de julho) na semana passada, após meses de confronto com funcionários da Casa Branca pela maneira com que Trump realizou a cessão do controle de suas empresas a seus dois filhos mais velhos.

Suas críticas, muitas vezes lançadas em tuítes que imitavam o estilo presidencial, atraíram a atenção inusitada para essa agência de ética, cujas ações costumam passar desapercebidas.

No domingo, Shaub disse à rede ABC que ele sempre havia pensado que as regras existentes sobre ética "eram o suficientemente fortes para proteger a integridade nas operações do governo", mas que sua "recente experiência deixa claro que na realidade elas precisam ser fortalecidas".

As tensões entre Shaub e o governo de Trump sempre foram evidentes, com constantes chamados do primeiro para que o mandatário cedesse o controle de suas empresas.

Trump colocou suas empresas em um fundo administrado por seus dois filhos, com ele como único beneficiário. Desde a década de 1970 que os presidentes americanos colocavam seus ativos em um fundo cego administrado por terceiros.

Em um comunicado dirigido à ABC, a Casa Branca acusou Shaub de não seguir os procedimentos habituais, e de, em vez disso, recorrer aos tuítes e ao vazamento de informação para congressistas democratas.

Shaub negou as acusações e disse que "todo governo, republicano ou democrata, apoiou decididamente o programa ético, salvo este". E ao não contar com esse apoio, ele teve que tornar públicas suas preocupações.

Acho que o escritório que dirigirá até dia 19 de julho deveria ter a força para obrigar que se publiquem certos documentos e registros.

Uma vez fora da Casa Branca, Shaub passará a ser diretor de ética da organização sem fins lucrativos CLC (Centro de Campanha Legal).

AFP