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Diretora financeira da Huawei é acusada de fraude nos EUA

Ilustração de mulher caminhando junto ao logotipo da Huawei em Pequim em 8 de julho de 2018.

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Meng Wanzhou, diretora financeira da gigante de comunicações chinesa Huawei, presa na semana passada em Vancouver a pedido de Estados Unidos, é acusada de fraude pela Justiça americana, informou um tribunal canadense nesta sexta-feira (7).

A executiva da segunda maior fabricantes de smartphones do mundo é acusada de "conspiração para fraudar diversas instituições financeiras", passível de condenação a mais de 30 anos de prisão, informou um advogado do governo canadense, que pediu para o tribunal rejeitar seu pedido de liberdade sob fiança.

O advogado disse que Meng tinha negado a banqueiros americanos laços entre a Huawei e a SkyCom, quando, na realidade, "a SkyCom é a Huawei".

As supostas violações de sanções da SkyCom aconteceram entre 2009 e 2014.

O advogado do governo canadense sugeriu que Meng evitou ir aos Estados Unidos desde que soube da investigação sobre o assunto e que não tem vínculos com o Canadá. Ele alegou que devido ao seu acesso a dinheiro e contatos existe alto risco de fuga.

Meng foi presa em 1º de dezembro em uma escala de uma viagem de Hong Kong ao México, a pedido das autoridades americanas, que solicitam sua extradição.

A executiva será apresentada a um juiz canadense na próxima segunda-feira.

A prisão de Meng, 46 anos, dias após o anúncio de uma trégua na guerra comercial entre Pequim e Washington, enfureceu as autoridades chinesas, que exigiram imediatamente sua libertação.

"Exigimos as duas partes (Canadá e Estados Unidos) que nos proporcionem esclarecimentos o mais cedo possível sobre os motivos desta detenção", declarou na quinta-feira o porta-voz da chancelaria chinesa, Geng Shuang.

O funcionário pediu a libertação "imediata" de Wanzhou, filha de Ren Zhengfei, fundador da Huawei em 1987 e antigo membro do Exército chinês.

Segundo o jornal Globe and Mail, que cita um advogado especializado, se Meng for libertada deverá permanecer em um local privado, seguro, e sob monitoramento eletrônico até que se tome uma decisão sobre sua extradição.

O processo, em função de um acordo bilateral entre Estados Unidos e Canadá, pode demorar meses ou até anos, devido às muitas possibilidades de apelação. A decisão final caberá ao ministro da Justiça do Canadá.

Diante das críticas de Pequim, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, garantiu na quinta-feira que não houve "intervenção política" na detenção de Meng Wanzhou.

"Fomos avisados do procedimento judicial alguns dias antes da detenção", em 1° de dezembro, declarou Trudeau sobre a prisão, a pedido dos Estados Unidos, de Meng Wanzhou. "Não houve intervenção política nesta decisão, já que respeitamos a independência do Poder Judiciário".

Nesta sexta-feira, a imprensa chinesa denunciou a atitude de "bandido" dos Estados Unidos, que visa a deter as ambições tecnológicas da China.

"Claramente, Washington está utilizando esta miserável atitude desonesta porque não pode deter o progresso da Huawei no mercado 5G", denuncia o jornal chinês Global Times.

Os produtos da Huawei são utilizados por operadoras de telefonia de todo o mundo, incluindo Europa e África, mas o grupo tem enfrentado resistência nos Estados Unidos, onde está proibió de participar de projetos de infraestrutura por razões de segurança nacional e espionagem.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Andrus Ansip, declarou nesta sexta-feira, em Bruxelas, que a União Europeia tem boas razões para se "preocupar" com os riscos de segurança representados por empresas de tecnologia chinesas como a Huawei.

A Huawei se declarou "surpresa e decepcionada" com as palavras de Ansip.

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