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(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

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Um dirigente da oposição morreu neste domingo em um protesto pouco antes do início da votação de uma polêmica Assembleia Constituinte, ao mesmo tempo que quatro policiais ficaram feridos em uma explosão em meio aos confrontos com manifestantes.

O Ministério Público confirmou que Ricardo Campos, de 30 anos, morreu durante a madrugada em Cumaná, no estado de Sucre, em circunstâncias que estão sendo investigadas.

O deputado opositor Henry Ramos Allup informou que Campos era secretário local para juventude do partido Ação Democrática (AD) e que foi morto a tiros.

Os quatro policiais foram feridos na explosão de um artefato em uma avenida do bairro de Altamira, Caracas, onde dezenas de opositores protestavam contra a eleição da Assembleia Constituinte neste domingo, convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

Mais cedo, o MP informou a morte de um candidato a integrar a Assembleia Constituinte, José Félix Pineda, de 39 anos, no sábado em Ciudad Bolívar (sudeste), mas não vinculou até o momento o caso a motivações políticas, assim como o assassinato de Campos.

Desde 1 de abril, quando começaram os protestos contra o governo e Maduro, a Procuradoria registrou 114 mortes, a mais recente delas a de Marcel Pereira, de 38 anos, durante um protesto no sábado em Chiguará (Mérida).

As mortes exacerbaram os ânimos para a votação da Constituinte, que acontece em um clima de grande tensão.

AFP