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(Arquivo) Um passageiro mostra seu passaporte cubano, em Miami, no dia 7 de abril de 2009

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A dissidente cubana Rosa María Payá foi impedida de entrar no Panamá neste domingo para participar de um dos fóruns alternativos à Cúpula das Américas, informou a ativista.

"A Segurança Nacional do Panamá está me barrando na porta do avião", escreveu a cubana em sua conta do Twitter.

Segundo Payá, agentes policiais panamenhos conferiram seus documentos e levaram sua agenda pessoal.

"Você será deportada a Cuba se causar qualquer distúrbio (...) Cause distúrbios no seu país", teria-lhe dito um agente de segurança, de acordo com a ativista.

Segundo uma fonte oficial que pediu anonimato, a ativista ficou horas barrada no Aeroporto Internacional de Tocumen por agentes do Conselho de Segurança, que a liberaram mais tarde.

A chancelaria panamenha pediu desculpas em comunicado, sem mencionar Payá. O Panamá restringe a entrada em seu território aos cidadãos cubanos, que precisam passar por longos trâmites burocráticos para entrar no país.

"A chancelaria entrou em contato com as autoridades no Aeroporto Internacional de Tocumen para assegurar a entrada sem inconvinientes no Panamá das pessoas que chegam ao país por motivo da VII Cúpula das Américas", diz a nota.

Rosa María Payá, filha de Osvaldo Payá (opositor cubano que morreu em um acidente em 2012) chegou ao Panamá para participar de um fórum sobre juventude.

O Panamá será sede, nos dias 10 e 11 de abril, da VII edição da Cúpula das Américas.

AFP