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O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, em 31 de agosto de 2017 em Caracas

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Dois proprietários de uma empresa de serviços funerários na Venezuela foram detidos por supostos ilícitos cambiais no marco de uma investigação a cerca de mil corporações, informou nesta quarta-feira o procurador-geral, Tarek William Saab.

"Foram emitidas duas ordens de apreensão contra aqueles que aparecem como responsáveis por causar um enorme dano patrimonial ao país. Juan Miguel Lozano Espinoza e Andrés Daniel Lozano Espinoza (...) foram detidos antes de embarcar" em um voo fretado para Aruba, informou Saab em coletiva.

A Corporación Bates Hill C.A., propriedade dos irmãos Juan e Andrés Lozano, recebeu 17,2 milhões de dólares entre 2005 e 2014 para importar químicas as quais produzia placas funerárias, informou o funcionário.

Saab afirmou que as químicas "foram cotadas entre 650ey 724 dólares por quilo, apesar de seu preço no mercado internacional oscilar entre 0,5 e 5 dólares o quilo".

"O sobrepreço oscilou entre 14.000% e 130.000%. Com o preço de um quilograma imposto pela empresa pode-se importar uma tonelada", denunciou.

Saab assegurou que a empresa registrou uma filial no Panamá, chamada Corporación Bates Hill Inc., para onde ia o dinheiro. "É preciso repatriar o dinheiro", exigiu.

O procurador disse que essas detenções fazem parte de uma investigação ordenada pelo presidente Nicolás Maduro a mais de 1.000 empresas que receberam divisas a taxas preferenciais em um país em que o governo mantém um duro controle cambial desde 2003.

"Há um avanço de empresas investigadas que somam aproximadamente 18", afirmou.

Juan e Andrés Lozano foram detidos por supostamente ter cometido os delitos de obtenção ilícita de divisas, associação para delinquir e legitimação de capitais, que acarretam penas que oscilam entre três e 12 anos de prisão.

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AFP