Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O presidente da Comissão Especial de Impeachment, deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), durante sessão para debater o relatório do deputado Jovair Arantes, no Congresso Nacional, em Brasília, em 8 de abril de 2016

(afp_tickers)

A comissão parlamentar que se prepara para votar na segunda-feira o parecer sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff encerrou sua primeira sessão na madrugada deste sábado após 12 horas de discussões acaloradas.

Esta comissão especial inclui 65 deputados de todo o espectro político, mas também podiam tomar a palavra deputados que não formavam parte dela se tivessem se inscrito previamente.

Foram registradas inscrições de 116 deputados do total de 513, 72 dos quais recomendavam o "impeachment", indicava neste sábado o site G1.

Ao fim da sessão, às 04h30 deste sábado, 61 deputados haviam tomado a palavra, 40 deles a favor do impeachment de Dilma, defendido pelo relator do processo, o deputado Jovair Arantes (PTB).

Vinte 20 deputados discursaram contra o impeachment da chefe de Estado, acusada pela oposição de maquiar contas públicas, e denunciaram um "golpe de Estado institucional". Apenas um deputado se declarou indeciso.

"O que estão fazendo é fabricar um fato depois de terem instalado a comissão, quando deveria ser ao contrário: se instala uma comissão quando há provas, fatos concretos. O que fazem no Brasil é um golpe de Estado institucional", declarou à AFP Jandira Feghali, deputada do PCdoB.

A comissão parlamentar retomará os debates na segunda-feira. A votação sobre o relatório que recomenda o impeachment está prevista a partir das 17h00.

Na próxima sexta-feira, os deputados começarão a debater se o procedimento deve seguir até o Senado, que terá então a última palavra sobre o impeachment da presidente.

A oposição precisa de dois terços dos votos (342 de 513) para que o procedimento continue. Se não o fizer, o procedimento será enterrado automaticamente.

Até o momento, nenhum dos dois grupos tem garantido um número de votos suficiente, já que 120 deputados ainda se mostram indecisos ou se negam a revelar suas intenções.

AFP