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O quadro "Maschka", do pintor Otto Mueller, da coleção Cornelius Gurlitt, no dia 18 de agosto de 2017 no Museu de Arte de Berne, na Suíça

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Uma parte da importante coleção descoberta há cinco anos na casa de Cornelius Gurlitt, filho de um marchand de arte durante o Terceiro Reich, serão mostradas em duas exposições paralelas na Suíça e na Alemanha a partir desta semana.

Cerca de 450 obras de arte de grandes mestres como Monet, Cézanne, Renoir e Picasso serão expostas até março, abordando a questão do saque de coleções judias durante o período nazista.

As peças expostas em Berna (Suíça) a partir de quinta-feira e em Bonn (Alemanha), a partir de sexta, representam somente uma parte das 1.500 que o colecionador de dupla nacionalidade alemã e austríaca Cornelius Gurlitt armazenava em condições precárias em sua casa e que foram encontradas a partir de 2012.

Ele era herdeiro de Hildebrand Gurlitt, que trabalhou como comerciante de arte durante a época nazista, a partir de 1938.

"Com essas duas exposições, desejamos homenagear as pessoas vítimas dos roubos de arte no nacional-socialismo, assim como os artistas difamados e perseguidos pelo regime", explicam Rein Wolfs e Nina Zimmer, os respectivos diretores dos museus de arte de Bonn e Berna, em um comunicado conjunto.

A descoberta gerou uma polêmica sobre a forma como a Alemanha administrou essa questão das obras roubadas no regime de Hitler depois de 1945.

Mesmo com avanços, "ainda existem museus eou colecionadores que não investigam sobre as origens" de seus recursos, lembra Ronald Lauder, presidente do Congresso Judeu Mundial, em uma entrevista à revista Die Zeit que será publicada nesta quinta-feira.

A exposição na Suíça é dedicada à arte moderna, considerada "degenerada" pelos nazistas a partir de 1937 e confiscado.

Na de Bonn serão apresentadas obras que foram roubadas pelo Terceiro Reich e seus membros, e outras cuja procedência não pôde ser determinada.

Quando Gurlitt morreu, em 2014, aos 81 anos, chegou ao conjunto de sua coleção ao museu de Berna. Cerca de 500 obras permaneceram na Alemanha, onde um comitê de especialistas criado pelo governo tenta rastrear sua origem.

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AFP