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Duque aceita renúncia de ministra da Justiça após decisão favorável a líder da Farc

Policiais colombianos montam guarda na entrada da prisão colombiana 'La Picota', onde o membro do partido político das FARC, Jesus Santrich, foi detido, aguardando sua libertação contra um processo de extradição para os EUA afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. maio 2019 - 21:41
(AFP)

O presidente colombiano, Iván Duque, anunciou nesta quinta-feira (16) a demissão de sua ministra da Justiça, em meio à controvérsia do governo com um tribunal de paz sobre uma decisão que impede a extradição para os Estados Unidos de um líder da ex-guerrilheira Farc.

Duque garantiu que aceitou a "renúncia" da ministra Gloria Borrero, a primeira do gabinete que ele nomeou desde a sua chegada em 7 de agosto de 2018.

"Quero anunciar à Colômbia que a nova ministra da Justiça é a magistrada e ex-presidente da Suprema Corte de Justiça, Margarita Cabello", disse Duque em comunicado à imprensa.

O presidente acrescentou que há poucos dias conversou com Borrero sobre sua saída, evitando relacionar a renúncia ao alvoroço causado pela decisão da justiça da paz de negar a extradição de Jesús Santrich, acusado de tráfico de drogas nos Estados Unidos.

Na mesma linha, Borrero disse ao canal RCN que a renúncia faz parte "das mudanças normais de qualquer governo".

No entanto, sua renúncia é relevante no contexto da controvérsia em torno da decisão em favor da Santrich, que precipitou na quarta-feira a renúncia do Procurador Geral, Néstor Humberto Martínez.

Preso em Bogotá desde abril de 2018, Santrich é requerido pela justiça aos Estados Unidos por suspeita de conspirar para enviar cocaína àquele país, após a assinatura do acordo de paz em novembro de 2016.

Os Estados Unidos lamentaram nesta quinta a decisão por meio de um comunicado da embaixada americana.

"Consideramos essa decisão lamentável", protestou a representação diplomática, ressaltando que os Estados Unidos "cumpriram os requisitos" para obter a extradição de Santrich.

"Os Estados Unidos considera que uma apelação (da decisão) é essencial e urgente", enfatizou a embaixada.

Na quarta-feira, os juízes ordenaram a sua libertação imediata - medida que ainda não foi efetivada -, alegando que não receberam dos Estados Unidos a prova de que Santrich cometeu o crime após a assinatura do pacto de paz.

O ex-negociador da paz e líder do atual partido das Farc sempre declarou sua inocência e atribui as acusações a uma manipulação da promotoria e dos Estados Unidos.

Em uma mensagem aos colombianos, Duque, crítico dos acordos com a ex-força rebelde, disse estar "indignado" com a resolução da Santrich e manifestou seu apoio a um recurso, lembrando que o caso não está "encerrado" e que ele está disposto a autorizar a extradição de Santrich.

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