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(2014) Membros da Médicos sem Fronteiras vestem roupas especiais antes de manipular o corpo de uma vítima do Ebola, em Serra Leoa

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Durante a epidemia do vírus Ebola no oeste da África, em 2014 e 2015, cerca de 3% das pessoas infectadas foram responsáveis por 61% dos contágios, concluiu um estudo publicado nesta segunda-feira na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os "superpropagadores" da infecção têm um papel tão importante nas epidemias que é essencial identificá-los melhor para conter com maior eficácia os focos infecciosos, explica a equipe internacional da pesquisa, realizada pela Universidade de Princeton, Universidade do Estado de Oregon, London School of Hygiene and Tropical Medicine e Institutos Nacionais da Saúde americanos.

Em 2014, a epidemia de Ebola teve um alcance sem precedentes na África, ao mesmo tempo em que fracassaram as primeiras medidas de controle, destaca o estudo.

A epidemia deixou um total de 11.310 mortos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os cientistas acreditam que uma melhor compreensão destes "superpropagadores" do vírus teria permitido localizá-los e intervir com maior eficácia, em vez de colocar todos os esforços no total da população.

Os pesquisadores concluíram que, no caso do surto de Ebola em 2014, estas pessoas pertenciam a um determinado grupo etário e se encontravam mais entre a população do que nos centros de tratamento.

Assim, continuaram propagando a infecção depois de que muitos dos primeiros doentes haviam sido trasladados aos centros de atenção, onde a transmissão estava muito mais controlada.

Segundo os pesquisadores, se estes "superpropagadores" tivessem sido completamente identificados, quase dois terços das infecções poderiam ter sido evitadas.

"Agora vemos que estes superpropagadores desempenham um papel mais importante do que se pensava inicialmente", afirma Benjamin Dalziel, professor de Biologia na Universidade do Estado de Oregon e autor principal do estudo.

O especialista explica que a maioria dos dados sobre a epidemia vinha principalmente de pacientes dos centros de atenção, e poucos do resto da população.

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AFP