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(Arquivo) Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, no dia 29 de maio de 2012

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Um índice de atividade publicado pelo Banco Central reforçou nesta segunda-feira a ideia de que a potência a economia brasileira pode ter saído no primeiro trimestre da pior recessão da história do país.

Os dados do PIB do primeiro trimestre serão publicados em 1º de junho, mas o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apontou para um crescimento de 1,12% (dados corrigidos) em relação ao trimestre anterior.

Em comparação ao mesmo período de 2016, o IBC-Br, considerado como uma "prévia" do anúncio oficial, aumentou 0,68%. No acumulado de doze meses teve uma expansão de 2,78%.

O governo Temer celebrou o indicador que, entretanto, mostrou uma contração de 0,44% em março em relação a fevereiro, embora abaixo do recuo de 0,99% que previam as 18 instituições financeiras consultadas pelo jornal Valor Econômico.

"O pior ficou para trás, mas isso não quer dizer que já terminou. Tanto que a medição de março mostrou um retrocesso. Mas o fundo do poço parece estar superado para a atividade como um todo", disse à AFP Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos em São Paulo.

A economia brasileira se contraiu 3,8% em 2015 e 3,6% no ano seguinte. Para 2017, tanto o governo como o mercado esperam um modesto crescimento de 0,5%.

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