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Plantação no sul da Rússia

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A economia russa, que se ressentiu da crise na Ucrânia, cresceu no segundo trimestre 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, muito abaixo do 1,2% previsto pelo governo, segundo dados publicados nesta segunda-feira pelo instituto Rosstat.

Em julho, o governo russo informou que esperava para este segundo trimestre um crescimento do PIB "melhor que o previsto", de 1,2%, contra 0,9% do primeiro.

A economia russa corre o risco de se ressentir ainda mais pelas sanções aplicadas pela União Europeia a partir de 1 de agosto que afetam o coração da economia russa devido à crise na Ucrânia.

Esta nova queda do crescimento divulgada pelo instituto de estatísticas Rosstat confirma a desaceleração progressiva da economia russa nos últimos anos, muito distante do ritmo anual de 7% a 8% registrada durante os dois primeiros mandatos presidenciais de Vladimir Putin (2000-2008).

No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,3% em relação ao anterior, excluindo as variações sazonais.

Muitos economistas, incluindo os do Fundo Monetário Internacional (FMI), consideram que a tendência é negativa também no segundo, embora o governo afirme que o país se salvou por pouco da recessão.

A crise na Ucrânia provocou o confronto mais grave entre ocidentais e a Rússia desde a Guerra Fria e as consequências para o país foram, entre outras, uma grande fuga de capitais que no primeiro semestre se situou em torno de 75 bilhões de dólares.

As autoridades russas esperam, no entanto, que o PIB cresça 1% neste ano (contra 1,3% em 2013 e 3,4% em 2012), enquanto o FMI reduziu seu crescimento a 0,2% para 2013, contra 1,3% anteriormente.

AFP