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(Arquivo) Foto tirada em 11 de junho de 2015 mostra a diretora francesa Macha Makeïeff, em Lyon

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"Chegamos perto do abismo", admite Macha Makeïeff, enquanto Jean-Michel Ribes diz estar "esperançoso". Estes dois diretores de teatro e outras personalidades culturais expressaram nesta segunda-feira seu alívio após a derrota de Marine Le Pen e a vitória de Emmanuel Macron na eleição presidencial francesa.

Durante semanas, "sentimos os ventos negativos soprar. Havia algo de faccioso, de exasperado no ar", declarou à AFP Macha Makeïeff, diretora do teatro Criée em Marselha, que apoiou Emmanuel Macron para deter Le Pen.

A diretora saudou "a coragem de Emmanuel Macron que nos distanciou do pior". Ela evoca a "força de convicção", a "sinceridade" do candidato do movimento Em Marcha!

A comediante Dominique Blanc acordou esta manhã "aliviada porque barramos a Frente Nacional". "E acredito que é preciso esperar tanto quanto possível", disse ela na France Inter.

Jean-Michel Ribes, diretor do teatro parisiense Rond-Point, que fez campanha entre os dois turnos para Emmanuel Macron, declarou à AFP que "está cheio de esperança".

"Talvez o novo presidente será capaz de reunir todos os talentos que deveriam há tempos trabalhar em conjunto e que foram impedidos por diferenças políticas".

'Cercar-se de pensadores, de artistas'

Macha Makeïeff expressa certa "atenção" e paciência no que diz respeito ao novo chefe de Estado: "Acho que ele deve cercar-se de pensadores, artistas, pessoas de cultura", que "poderão esclarecê-lo" quando precisar tomar "decisões importantes" como, por exemplo, sobre a ecologia e até mesmo a economia.

Nas redes sociais, as mensagens vindas do exterior são calorosas.

Na cozinha de Madonna era festa, de acordo com uma foto postada pela cantora em sua conta no Instagram. "Vive la France", escreveu ela.

A cantora americana Cher saudou os franceses, que "não se deixaram oprimir". "Vocês mostraram o que é a coragem francesa".

Beau Willimon, criador da série "House of Cards", agradeceu a França e falou de uma "vitória da verdade e da tolerância".

O ator Michael Youn disse estar "orgulhoso" de sua França que colocou Le Pen "abaixo dos 40%".

"Avançamos juntos contra o extremismo e estamos correndo para fazer brilhar novamente o nosso belo país que é a França", declarou o estilista Olivier Rousteing, diretor da Balmain, no Instagram.

Em contrapartida, o produtor de cinema Vincent Maraval se mostrou mais crítico. "Macron dará uma chance a todos ou protegerá as 100 famílias da França que controlam sua economia?".

Genevieve de Fontenay, ex-presidente do Comitê Miss França, explicou ter ido ver Emmanuel Macron "como observadora" em 4 de fevereiro em Lyon para "verificar se ele não tinha um banco em vez de coração". Ela se disse "muito feliz" com sua eleição e desejou-lhe todos os "votos de sucesso".

"A juventude do novo presidente é uma qualidade. Amanhã será uma desculpa. O dia depois de amanhã culpa. Mais tarde, uma lembrança", tuitou o jornalista Bernard Pivot.

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