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O Quirguistão foi palco de duas revoluções em 25 anos de independência, nas quais se consumou a queda do chefe de Estado, primeiro em 2005 e, depois, em 2010

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A eleição presidencial de domingo (15) no Quirguistão deve pôr fim a uma pacífica transferência de poder, o que representa um teste para a democracia local e uma exceção na Ásia Central, região acostumada com presidentes vitalícios.

Há 11 candidatos na disputa, entre eles vários ex-primeiros-ministros do atual presidente.

O Quirguistão foi palco de duas revoluções em 25 anos de independência, nas quais se consumou a queda do chefe de Estado, primeiro em 2005 e, depois, em 2010.

Dirigido desde 2011 por Almazbek Atambayev - que, segundo a Constituição, não tem direito a se recandidatar -, o país foi abalado por vários episódios de violência étnica.

Sob a presidência de Atambayev, o país se aproximou politicamente da Rússia, embora tenha buscado apoio econômico da China, vital para seu desenvolvimento.

No mandato de Atambayev, foram adotadas medidas repressivas que geraram tensões com a proximidade da eleição.

Apesar disso, a vida política quirguiz contrasta com a de seus vizinhos da Ásia Central, onde presidentes vitalícios e autoritários são regra.

- Dois favoritos e um status quo -

Dois ex-primeiros-ministros aparecem como favoritos, segundo as pesquisas: Sooronbai Jeenbekov, aliado de Atambayev, e o rico empresário Omurbek Babanov.

Em sua campanha, Jeenbekov se beneficiou do apoio do Estado, graças à proximidade com o presidente Atambayev.

"Temos muitas informações sobre Babanov e sobre suas opiniões políticas, mas não podemos dizer o mesmo de Jeenbekov", explica à AFP a analista política Azel Dulotkeldieva, da Universidade Manas, de Biskek.

Seja quem for o vencedor, essa especialista não espera nem "reformas profundas", nem uma mudança na política externa por parte do novo presidente.

"Não me sinto próximo de nenhum candidato", disse à AFP Polad Suleimanov, que dirige uma clínica veterinária em Biskek.

Reforçadas pela geografia montanhosa do país, as divisões regionais desempenharão um papel-chave na eleição.

Babanov espera ganhar os votos de sua província natal de Talas, no noroeste, enquanto que Sooronbai Jeenbekov espera obter um forte apoio em sua região de Och, no sul.

A popularidade de vários outros candidatos, como Temir Sariyev - outro ex-primeiro-ministro -, ou o nacionalista Adakhan Madumarov, reduz a possibilidade de que um dos dois favoritos consiga 50% dos votos no primeiro turno. Isso torna provável que se realize uma nova votação, o que muitos temem.

A memória é recente. Marcadas por violências interétnicas, as revoluções de 2005 e de 2010 começaram quando se questionaram os resultados eleitorais.

"Que se eleja alguém neste domingo, e que possamos retomar nossa vida normal", é o que pede Marat Babakulov, agricultor do norte do país, entrevistado pela AFP.

"Um milhão dos nossos cidadãos são obrigados a irem para a Rússia para procurar trabalho. Tudo que queremos é paz e uma economia que funcione", desabafa.

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AFP