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A primeira-ministra britânica, Theresa May, fala com a imprensa em Londres, em 18 de abril de 2017

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O Partido Conservador da primeira-ministra Theresa May foi, de acordo com os primeiros resultados divulgados nesta sexta-feira, o grande vencedor das eleições locais, que também registram a perda de espaço dos trabalhistas e o partido antieuropeu UKIP varrido do mapa.

"Os conservadores estão muito à frente dos trabalhistas a nível nacional", disse à BBC o professor de Ciências Sociais e especialista em eleições John Curtice, da Universidade de Strathclyde.

"São os melhores resultados do partido em eleições locais em 10 anos, talvez em 25", completou.

Os resultados da votação de quinta-feira reforçam a posição de May para as eleições gerais de 8 de junho, quando ela espera ampliar sua maioria absoluta parlamentar para eliminar resistências internas à saída da União Europeia (UE) antes do início das negociações com Bruxelas.

Do outro lado, representam uma derrota para o cada vez mais questionado líder trabalhista Jeremy Corbyn, que está 20 pontos atrás de May nas pesquisas para a votação de junho.

Às 7H00 GMT (4H00 de Brasília), com o resultado declarado em 25% dos condados, os conservadores conseguiram eleger 553 vereadores, 150 novos, e os trabalhistas 338, perdendo 119, enquanto o Partido para a Independência do Reino Unido (UKIP) perdeu todos.

Os liberal-democratas, o partido mais abertamente pró-europeu, que esperava receber os votos dos eleitores descontentes com o Brexit, perderam 29 vereadores.

A apuração deve avançar durante a tarde.

May foi eleita por seu partido em julho de 2016 para substituir o demissionário David Cameron. Como líder conservadora e primeira-ministra ela passou apenas por algumas eleições parciais isoladas, mas nada perto da magnitude de eleições locais ou das legislativas de junho. Assim, a votação de quinta-feira representava seu primeiro grande teste.

As eleições locais aconteceram em um contexto de grande tensão com a UE, o que levou a primeira-ministra a acusar o bloco europeu de tentar interferir no processo eleitoral e pedir aos britânicos que se unissem a seu redor.

O apelo funcionou, de acordo com o ministro da Defesa, Michael Fallon.

"Eleitores que haviam votado antes nos outros três - Liberal-Democratas, Partido Trabalhista e UKIP - veem agora que o país precisa de um governo com maioria plena e operacional para negociar uma saída com sucesso da União Europeia", afirmou à BBC.

Além disso, Fallon pediu aos funcionários de Bruxelas que "guardem suas opiniões para si mesmos", em referência ao vazamento para um jornal alemão dos detalhes do jantar na semana passada entre o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e a primeira-ministra Theresa May, muito negativos para a chefe de Governo britânica.

- Resultados 'ambivalentes' para o trabalhismo -

Os trabalhistas já se preparavam para uma grande derrota.

"São resultados ambivalentes, definitivamente. Foi uma noite dura. Aconteceram algumas decepções, mas não a varrida em algumas áreas previstas pelas pesquisas", afirmou à BBC John McDonnell, braço direito de Corbyn.

McDonnell rejeitou a ideia de que os resultados desautorizam o líder trabalhista.

"À medida que atrai mais cobertura, acredito que as pessoas estão começando a ver aflorar o verdadeiro caráter de Jeremy Corbyn e a apoiá-lo".

A derrocada do antieuropeu e anti-imigração UKIP comprova as dificuldades para capitalizar o triunfo do grande sonho de fundação do partido, a saída da UE, assim como a falta de liderança desde que Nigel Farage abandonou o comando do partido.

Peter Reeve, porta-voz do UKIP para questões locais, disse que o partido pagar por ter se concentrado nos princípios, ao invés do "poder político a qualquer preço".

"A diferença entre o UKIP e os outros partidos políticos é que enquanto eles sacrificam seus princípios, políticas e moral para ganhar cadeiras, nós estamos aqui para mudar o país, embora isto aconteça ao nosso custo", disse à BBC.

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