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(15 jul) Homem deposita uma flor sobre uma bandeira da Colômbia pintada com mãos brancas, em Cali

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A guerrilha ELN disse que respeitará as áreas em que as Farc se concentrarão para seu desarmamento e desmobilização após chegarem a um acordo de paz com o governo da Colômbia para terminar com um conflito armado de mais de meio século.

"Logo que soubemos onde e quais eram as áreas de concentração das Farc, demos uma ordem clara para todas as unidades do ELN no país: respeito ao processo, prudência e responsabilidade para com essa realidade", indicou o chefe máximo do ELN, Nicolás Rodríguez Bautista, conhecido como "Gabino", em uma entrevista ao noticiário Red+Noticias.

O líder do Exército de Libertação Nacional (ELN, guevarista) afirmou que tanto o governo como as Farc podem ficar "tranquilos" sobre a "conduta respeitosa e delicada" que terá sua organização frente às 28 áreas de concentração dos rebeldes.

Embora tenha advertido que o ELN tem presença "há anos" nos locais onde as Farc se localizarão.

"Não podemos responder por ações fortuitas por maior prudência que tenhamos (...) o país deve entender essa realidade", acrescentou, fazendo referência às operações realizadas contra o ELN.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) começarão a se concentrar quando for assinado o acordo final de paz, que segundo o governo acontecerá em 20 e 30 de setembro.

Também assegurou que "respeitarão o direito ao voto da população" no plebiscito de 2 de outubro. "Nós não vamos impedi-los, não vamos gerar dinâmicas diferentes além de respeitar e respaldar o povo em qualquer que seja sua decisão soberana", assinalou.

Sobre o acordo entre o Estado e sua organização alcançado em março para iniciar as negociações formais de paz, mas que não ocorreu porque a guerrilha insiste na prática do sequestro, Gabino sustentou que "é hora" de abrir a mesa "sem nenhuma demora".

Mas "nós não aceitamos imposições", ressaltou o comandante insurgente, se referindo à exigência de Juan Manuel Santos de que entreguem e libertem os sequestrados para poder começar os diálogos.

Afirmou que "o ELN não acredita que irá romper o processo de diálogo porque seria um absurdo na política do presidente", mesmo que tenha assinalado que a busca pela paz supera o mandato de Santos.

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AFP