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Manifestantes fogem da Polícia Militar durante o protesto contra a privatização da CEDAE, no Rio de janeiro, no dia 20 de fevereiro de 2017

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A Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, próximo da bancarrota, aprovou nesta segunda-feira (20) a privatização do serviço de água para obter ajuda federal, apesar de uma greve do setor e sob ameaças de protestos.

A Assembleia (Alerj) autorizou a venda da companhia estadual de águas e esgotos (Cedae) por 41 votos contra 28.

Essa é umas das medidas impostas pelo governo federal para outorgar um empréstimo de 3,5 bilhões de reais ao Rio, o segundo estado mais rico do Brasil, que seis meses após os Jogos Olímpicos não consegue fechar as suas folhas de pagamento.

O estado e a cidade do Rio, afetados pela baixa nos preços do petróleo e pelos custos milionários das obras realizadas para os jogos, está próximo à falência.

A crise deixou hospitais sem equipamentos e já provocou o bloqueio à entrada nos batalhões por famílias dos policias, devido ao atraso no pagamento dos salários.

Ainda assim, a ideia de vender a Cedae é controversa.

Trabalhadores do setor público e forças policiais enfrentaram-se com violência duas vezes nas últimas semanas, porém tudo ocorreu de maneira pacífica até o meio da tarde nesta segunda-feira em frente à Assembleia.

Nessa segunda-feira, sindicatos que representam os trabalhadores da Cedae anunciaram uma greve até quinta-feira (23) e "uma mobilização permanente".

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das empresas de saneamento básico do Rio, Humberto Lemos, contou ao portal de notícias G1 que o serviço não será interrompido às vésperas da chegada de um milhão de turistas para o carnaval, que começa na sexta-feira (24).

"Estaremos trabalhando em 30%. Segundo a lei, esse é o percentual de serviço essencial, portanto não haverá corte de água para a população, que não deve ser prejudicada", declarou.

AFP