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Suhail al-Mazrouei, ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos: "Há potencial para a extensão" do acordo de redução da produção

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Produtores de petróleo devem estender, por unanimidade, o acordo de corte da produção ainda neste mês, mas sua duração segue sob discussão - disse o ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suheil al-Mazrouei.

"Eu acho que esse grupo de produtores comprometidos e responsáveis se uniu (...) e acho que eles vão continuar a fazer o que for preciso para nos levar ao próximo nível", declarou Mazrouei em um evento do setor, a ADIPEC, em Abu Dhabi.

Ele disse que 158 milhões de barris excedentes de petróleo ainda estão no mercado e que "precisamos reduzir isso, o que significa que há potencial para a extensão".

Mazrouei afirmou que essa decisão é quase uma unanimidade entre os 24 produtores membros e não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que concordaram, há um ano, com uma redução da produção de 1,8 milhão de barris por dia.

O ministro disse que "não ouviu ninguém" falar sobre deixar o acordo de redução expirar, apesar de a duração de uma nova extensão ser "assunto para discussão".

"Estou esperançoso que vamos alcançar um acordo que vai levar a uma maior estabilização do mercado e a mais investimentos no setor", opinou.

Segundo Mazrouei, a escalada da disputa entre Arábia Saudita e Irã, potências regionais e membros da Opep, não vai impedir uma nova extensão.

Por causa da redução, o preço do petróleo se recuperou para mais de 64 dólares o barril - contra 40 dólares no ano passado -, e os gigantes estoques de petróleo acumulados nos últimos três anos foram reduzidos.

Mazrouei, cujo país é o quarto maior produtor de petróleo da Opep, disse que não estava satisfeito com as flutuações agudas dos preços, pedindo maior estabilidade.

Os ministros da Opep participarão de uma reunião crucial em Viena no fim de novembro para discutir a prorrogação do acordo, bem como a criação de cotas para países que até então estavam isentos - Líbia, Irã e Nigéria.

A líder do cartel, Arábia Saudita, e a maior produtora mundial, Rússia, já expressaram seu apoio a essa extensão.

O secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, disse que o acerto dos produtores provocou resultados sólidos, com "uma resposta válida para o pior ciclo descendente dos preços do petróleo na história".

"Há indicações claras de que o mercado está se reequilibrando em ritmo acelerado", disse ele na conferência.

Barkindo comentou que o mercado de petróleo está no rumo para se estabilizar, devido a uma queda nas reservas de petróleo e a uma alta da demanda global.

O diretor da Opep também convidou novos produtores de petróleo, inclusive os de xisto americano, a integrarem um acordo mais amplo que garanta o futuro da energia.

Barkindo disse que há negociações para institucionalizar a cooperação entre os países da Opep e não membros para regular o mercado.

"Agora, não estamos falando da Opec 14, mas sobre a plataforma global 24", concluiu, referindo-se ao número de produtores de petróleo que assinaram o acordo.

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AFP