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A presidente Dilma Rousseff é vista em 14 de julho de 2014, em Brasília

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Empresários dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) pedirão aos líderes do grupo, que se reúnem na próxima terça-feira, avanços para permitir intercâmbios nas trocas em moedas locais, informou nesta segunda-feira Rubens de la Rosa, presidente brasileiro no Conselho de Negócios do grupo.

"Entre as questões que estamos levando aos governos há o intercâmbio direto de moedas entre os países, o que reduziria os custos de transação", afirmou o executivo em uma coletiva de imprensa prévia à cúpula presidencial.

"Esse tipo de intercâmbio permite o uso de moedas locais sem conversão ao dólar, e serviria tanto para o comércio como para investimentos ou qualquer troca", explicou.

Os empresários do Conselho de Negócios do BRICS, criado no ano passado durante a cúpula de Durban para elaborar um informe com medidas para facilitar os negócios entre os cinco países, entregarão na terça-feira aos líderes do grupo suas propostas.

Entre as propostas, estão a extensão de vistos para que os empresários possam circular mais facilmente entre os países do bloco, a redução de barreiras não tarifárias, a eliminação de obstáculos ao comércio e a harmonização de padrões tecnológicos, a fim de facilitar o uso e o comércio de equipamentos.

A VI cúpula do grupo reunirá na terça-feira, em Fortaleza, os presidentes de Brasil, Dilma Rousseff; Rússia, Vladimir Putin; China, Xi Jinping, e África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que devem criar um banco de desenvolvimento do BRICS para financiar obras de infraestrutura. Os empresários pedem que a implementação desse banco seja acelerada.

Cerca de 700 empresários dos cinco países participaram nesta segunda-feira de um foro em Fortaleza, prévio à reunião dos chefes de Estado.

AFP