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Empresários do setor têxtil protestam por retomada das atividades no Peru

A polícia do Peru dispersou um grupo de empresários do setor têxtil que protestavam pela reativação imediata das atividades em Lima em 8 de junho de 2020, em meio à pandemia de COVID-19. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. junho 2020 - 00:12
(AFP)

Desafiando o confinamento obrigatório devido à pandemia, dezenas de empresários e comerciantes de tecidos se reuniram nesta segunda-feira (7) em uma praça de Lima para exigir que o governo autorize a reabertura imediata de suas lojas e tecelagens.

Cerca de 40 empresários de Gamarra, um imenso bairro que concentra fábricas e lojas de roupas na capital peruana, protestaram contra as perdas milionárias que sofreram nas 12 semanas de confinamento, sem obter apoio financeiro do governo.

Na praça, com forte presença policial, os manifestantes distribuíram uma petição com seis pontos que seria encaminhada às autoridades e incluía o "reinício imediato das atividades produtivas e comerciais com abertura gradual e capacidade controlada do público".

"Não conseguimos produzir uma peça de roupa em três meses, são 3 bilhões de soles perdidos (cerca de 900 milhões de dólares)", disse Susana Saldaña, presidente da associação de empresários de Gamarra, a um canal de televisão.

O confinamento deixou quatro em cada dez peruanos sem renda, segundo um estudo do instituto Ipsos. O governo autorizou a retomada de alguns setores a partir do final de maio, mas outros terão que esperar semanas.

Saldaña alertou que se não forem autorizados a retornar ao trabalho, "mais de 15.000 microempresas em Gamarra entrarão na informalidade; há 40.000 empregos" em jogo.

O confinamento prolongado levou milhares de pessoas a desobedecerem a ordem em busca de renda, principalmente no comércio de rua, em um país com 70% de informalidade econômica, segundo dados oficiais.

Outros a desafiaram por diversão, como os 20 homens detidos pela polícia neste fim de semana no distrito de Lurín, ao sul de Lima, onde jogavam uma partida de futebol.

O novo coronavírus infectou 199.696 pessoas no Peru e matou 5.571, de acordo com o balanço oficial divulgado nesta segunda-feira.

O país andino é o segundo em casos de COVID-19 na América Latina, atrás do Brasil e terceiro em mortes, depois do gigante sul-americano e do México.

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