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Um grupo de cientistas descobriu um registro fóssil de cerca de 52 milhões de anos de uma espécie muito similar aos tomates atuais em uma jazida da Patagônia - anunciou um museu paleontológico da Argentina, nesta sexta-feira (6)

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Um grupo de cientistas descobriu um registro fóssil de cerca de 52 milhões de anos de uma espécie muito similar aos tomates atuais em uma jazida da Patagônia - anunciou um museu paleontológico da Argentina, nesta sexta-feira (6).

O fóssil foi batizado de Physalis infinemundis (fisális do fim do mundo), disse Rubén Cúneo, do Museu Paleontológico Egidio Feruglio e pesquisador do Conselho Nacional de Ciência e Técnica (Conicet).

O fisális foi encontrado em um tipo de jazida de fósseis de plantas, pequenos anfíbios e peixes em uma localidade batizada pelos cientistas como "Laguna del Hunco", ao noroeste da província argentina de Chubut (sul).

"Trata-se de um depósito que se formou a partir de uma caldeira vulcânica, que depois se transformou em um lago. Este lago estava instalado em uma zona muito chuvosa cercada por um bosque incrivelmente diverso", explicou Cúneo.

Os restos do bosque caíam no lago e se depositavam no fundo, onde a ausência de oxigênio permitiu preservar os restos orgânicos, acrescentou o especialista em estudo de plantas fósseis.

Nessa jazida, descobriu-se o primeiro registro na América do Sul das espécies Eucalyptus e de Agarhis, pertencente à família das araucárias, lembra o comunicado.

Os tomates, assim como batatas, pimentões e berinjelas, pepinos e tabaco, pertencem à família Solanaceae.

"Esse novo trabalho revela que as solanáceas teriam-se originado mais de 25 milhões de anos atrás", afirmou Cúneo.

A Patagônia é, hoje, uma região árida, mas, naquela época, as condições climáticas e ambientais eram distintas.

A descoberta data de 2011, mas precisou desses anos de estudo até sua publicação nesta sexta-feira na prestigiosa revista Science.

Também participaram dessa pesquisa os cientistas Peter Wilf, da Universidade da Pensilvânia, e Mônica Carvalho e Alejandra Gandolfo, da Universidade de Cornell.

AFP